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ONU considera uma ironia "guerra" dos combustíveis fósseis estar a favorecer renováveis
O secretário executivo da ONU para as alterações climáticas, Simon Stiell, considerou hoje uma "imensa ironia" que os que querem manter o mundo dependente dos combustíveis fósseis estejam, sem querer, a impulsionar as energias renováveis.
Simon Stiell falava em Paris, numa reunião de "diálogo de alto nível" sobre a transição energética organizado pela COP31, a próxima reunião da Organização Nações Unidas (ONU) sobre o clima, e a Agência Internacional de Energia (AIE).
Começando por fazer referência à guerra no Médio Oriente e às "terríveis perdas humanas", bem como aos problemas económicos mundiais que dela decorrem, assinalou que a crise dos combustíveis fósseis domina completamente a economia mundial, mas dessa tragédia surge uma "imensa ironia".
"Aqueles que lutaram para manter o mundo dependente dos combustíveis fósseis estão, sem o querer, a impulsionar o crescimento global das energias renováveis", disse, apontando o grande aumento do investimento em energia limpa e referindo que a geração de energia solar aumentou 600 terawatts-hora em 2024.
A crise do preço dos combustíveis fósseis tornou impossível ignorar "a lógica económica da energia renovável", que "não pode ser limitada por estreitos marítimos ou conflitos globais", afirmou Simon Stiell, apontando países como a Espanha ou o Paquistão, cujos investimentos nas energias renováveis os protegeram de alguns efeitos da crise atual.
Devido à crise dos combustíveis muitos governos estão a impulsionar planos de energias renováveis "a todo o vapor", como em França, onde o financiamento para a eletrificação está a duplicar. E a China, a Índia, a Indonésia, a Coreia do Sul, a Alemanha, o Reino Unido, entre outros, "deixaram claro que acelerar a transição para as energias renováveis é um pilar da segurança energética".
Simon Stiell salientou que este impulso deve ser aproveitado, para que dentro de dois anos, quando for feito um novo balanço mundial da ação climática (previsto no Acordo de Paris sobre o clima) os países estejam mais perto dos compromissos assumidos.
c/ Lusa
Simon Stiell falava em Paris, numa reunião de "diálogo de alto nível" sobre a transição energética organizado pela COP31, a próxima reunião da Organização Nações Unidas (ONU) sobre o clima, e a Agência Internacional de Energia (AIE).
Começando por fazer referência à guerra no Médio Oriente e às "terríveis perdas humanas", bem como aos problemas económicos mundiais que dela decorrem, assinalou que a crise dos combustíveis fósseis domina completamente a economia mundial, mas dessa tragédia surge uma "imensa ironia".
"Aqueles que lutaram para manter o mundo dependente dos combustíveis fósseis estão, sem o querer, a impulsionar o crescimento global das energias renováveis", disse, apontando o grande aumento do investimento em energia limpa e referindo que a geração de energia solar aumentou 600 terawatts-hora em 2024.
A crise do preço dos combustíveis fósseis tornou impossível ignorar "a lógica económica da energia renovável", que "não pode ser limitada por estreitos marítimos ou conflitos globais", afirmou Simon Stiell, apontando países como a Espanha ou o Paquistão, cujos investimentos nas energias renováveis os protegeram de alguns efeitos da crise atual.
Devido à crise dos combustíveis muitos governos estão a impulsionar planos de energias renováveis "a todo o vapor", como em França, onde o financiamento para a eletrificação está a duplicar. E a China, a Índia, a Indonésia, a Coreia do Sul, a Alemanha, o Reino Unido, entre outros, "deixaram claro que acelerar a transição para as energias renováveis é um pilar da segurança energética".
Simon Stiell salientou que este impulso deve ser aproveitado, para que dentro de dois anos, quando for feito um novo balanço mundial da ação climática (previsto no Acordo de Paris sobre o clima) os países estejam mais perto dos compromissos assumidos.
c/ Lusa