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PSD reunido em Congresso um dia depois do chumbo do pacote laboral

Paulo Rangel considera que há uma aliança "chego-socialista"

Paulo Rangel considera que há uma aliança "chego-socialista"

RTP /

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, considerou hoje que há uma aliança "chego-socialista" no país, juntando o "radicalismo cândido" PS aos "truques" e "fintas" de André Ventura, ambos contra o reformismo do PSD.

Estas críticas foram feitas por Paulo Rangel perante o Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, distrito de Aveiro, num discurso em que elogiou a ação das ministras do Trabalho, Maria do Rosário da Palma Ramalho, e da Saúde, Ana Paula Martins.

Membro da Comissão Política social-democrata, Paulo Rangel considerou grave o que se passou na sexta-feira, no parlamento, com o chumbo da proposta do Governo de revisão das leis laborais.

"Que ninguém desanime, que ninguém fique (como alguns comentadores) na névoa da ideia da crise política, porque os portugueses sabem que o que aconteceu se resume ao nosso provérbio: Por morrer uma andorinha não acaba a primavera", sustentou.

Apesar de desdramatizar as consequências políticas da reprovação da proposta de lei para a revisão das leis do trabalho, Paulo Rangel defendeu que importa "denunciar o PS, partido do radicalismo cândido".

"É radical porque quer manter toda a agenda de Pedro Nuno Santos, mas é cândido porque se apresenta com o discurso delicodoce de José Luís Carneiro. O PS que votou contra a reforma laboral é o partido que se recusa a negociar tudo", declarou.

Depois, definiu o Chega como "o partido da chico esperteza populista, o partido dos truques, das fintas, que diz hoje uma coisa de manhã e outra à tarde".

O Chega, na perspetiva do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, "não é um partido confiável".

"Que ninguém tenha ilusões, quando o Chega votou contra a alteração do Código do Trabalho - uma reforma que previa maior flexibilidade, maior produtividade, maior crescimento, mais direitos para os trabalhadores -- fez isso porque quer baixar as pensões dos portugueses". E justificou a sua tese:

"Falei em chico esperteza populista por o Chega pretender baixar a idade da reforma. Mas aquilo que o Chega conseguiria era baixar as reformas de todos os portugueses a partir da ideia de que ele dava alguma coisa baixando a idade da reforma", disse.

Para Paulo Rangel, "há uma coligação negativa chego-socialista" no país.

"Há uma aliança tática entre o PS e o Chega e que na sexta-feira ficou claramente demonstrada", defendeu.

Para o dirigente social-democrata, o que assusta o PS é o facto de o PSD "ser o partido do meio, o partido reformista e o partido responsável".

"Somos o partido central. E eles, Chega e PS, têm medo da moderação, do reformismo, da capacidade de fazer, da capacidade de mudar. Eles têm medo, não apenas do PSD, têm medo de Luís Montenegro", acrescentou.

Agência Lusa
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