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Pentágono admite não vir a reparar bases e instalações dos EUA atingidas por Teerão
O Departamento de Defesa dos EUA ainda não sabe quanto custará a reparação das bases e instalações americanas no Médio Oriente, após os danos sofridos durante a guerra com o Irão.
O financiamento para as reparações não está incluído na proposta orçamental de 1,5 biliões de dólares da agência para o próximo ano e ainda está por definir a estratégia a seguir quanto às instalações militares.
“Isso não está refletido na proposta [para 2027], e parte disso deve-se à necessidade de avaliarmos qual deve ser a nossa postura no Médio Oriente, certo? Precisamos de garantir que compreendemos o que queremos construir no futuro”, disse Jules ‘Jay’ Hurst III, funcionário do Pentágono, que atualmente trabalha como controlador da agência, numa conferência de imprensa sobre o orçamento.
Hurst afirmou que o Pentágono não tem “um valor final para os danos nas nossas instalações no exterior” e que isso depende “da forma como decidiremos reconstruí-las, ou se as reconstruiremos”.
“Os nossos parceiros também podem contribuir com uma parte para esta construção”, acrescentou Hurst. “Portanto, não temos uma estimativa precisa do que seria necessário para reconstruir estas instalações”.
Antes de ser acordado o cessar-fogo entre os EUA e o Irão, as forças e instalações americanas em toda a região foram repetidamente visadas e atingidas por drones e mísseis iranianos. Hurst afirmou que qualquer pedido de fundos para a construção e reparação de instalações americanas seria feito num pedido de financiamento separado e futuro.
O orçamento solicitado de 1,5 biliões de dólares para 2027 representaria um aumento de 42% no financiamento do Departamento de Defesa, disseram as autoridades na terça-feira.