"População tem que redobrar cuidados em zonas na iminência de ser inundadas"

"População tem que redobrar cuidados em zonas na iminência de ser inundadas"

RTP /

Num balanço da evolução das condições climatéricas no país, após as 12h30, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, traçou um quadro de continuação do “vento forte e persistente”, assinalando que a depressão Marta começará agora a sofrer “um deslocamento para o norte do país”.

“Mantém-se o quadro meteorológico com chuva persistente, vento forte, com rajadas entre os 80 e os 120 quilómetros por hora, queda de neve acima dos 800 a 900 metros e agitação marítima forte, com ondas entre os cinco e os 13 metros na costa ocidental”, descreveu o responsável.

“Este quadro meteorológico, associado a todos os outros anteriores e à saturação do solo e nível armazenamento de água nas barragens, constitui-se como um quadro complexo do ponto de vista do risco no território nacional”, frisou o comandante.

“Mais uma vez, chamar a atenção da população portuguesa de que tem de redobrar os cuidados relativamente às zonas que estão na iminência de poderem ser inundadas, algumas delas já inundadas”, advertiu.

Persiste um elevado risco de inundações nos rios Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado. O risco é menos acentuado, embora existente, nos rios Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.
O plano especial para o risco de cheias na bacia do Tejo mantém-se no vermelho.

Ainda segundo Mário Silvestre, são sete os planos distritais ativados: Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Lisboa, Beja e Setúbal. Estão também ativados 91 planos municipais.

O número de ocorrências ascende a 8.924, sobretudo quedas de árvores e movimentos de massas.

O mau tempo em Portugal obrigou a deslocar 1.163 pessoas, todas realojadas.

“A probabilidade de haver mais desalojados e evacuações preventivas é elevada”, sinalizou o comandante nacional da Proteção Civil.
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