Especiais
Portugal determinado em trabalhar com outros países para reabrir Estreito de Ormuz -- MNE
Portugal vai continuar a trabalhar com outros países para garantir a segurança de navios no Estreito de Ormuz, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Paulo Rangel, após uma reunião internacional organizada pelo Reino Unido.
Numa mensagem publicada na rede social X após a participação num encontro internacional que hoje decorreu em formato virtual, o chefe da diplomacia portuguesa reconheceu "as graves consequências do bloqueio e a necessidade de promover coletivamente a liberdade de navegação".
"É importante garantir a segurança e libertação dos tripulantes e navios retidos, bem como avançar com medidas que garantam a liberdade de navegação tanto no curto como no médio longo prazo", enfatizou.
Rangel disse que "continuará a trabalhar nesta como noutras plataformas multilaterais para contribuir para a desescalada e o fim do conflito, com vista à reposição da paz e estabilidade na região e também no comércio mundial".
Portugal foi um entre mais de 40 países representados numa reunião internacional para discutir medidas diplomáticas e políticas para levantar o bloqueio no Estreito de Ormuz.
No início da reunião, a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, que presidiu o encontro, salientou a "necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional".
Na agenda da reunião estavam "medidas diplomáticas e de planeamento internacional", incluindo "a mobilização coletiva de todo o leque de instrumentos e pressões diplomáticas e económicas, o trabalho de garantias junto da indústria, das seguradoras e dos mercados energéticos", segundo adiantou Yvette Cooper.
Posteriormente, prosseguiu, o Governo britânico pretende "reunir planeadores militares para analisar como mobilizar as capacidades militares defensivas coletivas, incluindo a análise de questões como a remoção de minas ou medidas de salvaguarda assim que o conflito abrandar".
O Irão, que controla a costa norte do Estreito de Ormuz, tem bloqueado este ponto crucial para o comércio global de energia, principalmente petróleo e gás, em resposta à ofensiva de grande escala de Israel e dos Estados Unidos, lançada em 28 de fevereiro.
Pelo Estreito de Ormuz transita, em condições normais, um quinto da produção mundial de petróleo, bem como de gás natural liquefeito.
Os ataques iranianos a navios comerciais, e a ameaça de mais ataques, paralisaram quase todo o tráfego na passagem que liga o Golfo Pérsico ao resto dos oceanos, o que fez disparar os preços das matérias-primas e de derivados como fertilizantes.
Governos e analistas receiam que um bloqueio prolongado tenha impacto noutros setores da economia, como a produção agrícola e de medicamentos, mas também ao nível do fabrico de semicondutores e de baterias necessários para aparelhos eletrónicos ou automóveis.
Lusa
Numa mensagem publicada na rede social X após a participação num encontro internacional que hoje decorreu em formato virtual, o chefe da diplomacia portuguesa reconheceu "as graves consequências do bloqueio e a necessidade de promover coletivamente a liberdade de navegação".
"É importante garantir a segurança e libertação dos tripulantes e navios retidos, bem como avançar com medidas que garantam a liberdade de navegação tanto no curto como no médio longo prazo", enfatizou.
Rangel disse que "continuará a trabalhar nesta como noutras plataformas multilaterais para contribuir para a desescalada e o fim do conflito, com vista à reposição da paz e estabilidade na região e também no comércio mundial".
Portugal foi um entre mais de 40 países representados numa reunião internacional para discutir medidas diplomáticas e políticas para levantar o bloqueio no Estreito de Ormuz.
No início da reunião, a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, que presidiu o encontro, salientou a "necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional".
Na agenda da reunião estavam "medidas diplomáticas e de planeamento internacional", incluindo "a mobilização coletiva de todo o leque de instrumentos e pressões diplomáticas e económicas, o trabalho de garantias junto da indústria, das seguradoras e dos mercados energéticos", segundo adiantou Yvette Cooper.
Posteriormente, prosseguiu, o Governo britânico pretende "reunir planeadores militares para analisar como mobilizar as capacidades militares defensivas coletivas, incluindo a análise de questões como a remoção de minas ou medidas de salvaguarda assim que o conflito abrandar".
O Irão, que controla a costa norte do Estreito de Ormuz, tem bloqueado este ponto crucial para o comércio global de energia, principalmente petróleo e gás, em resposta à ofensiva de grande escala de Israel e dos Estados Unidos, lançada em 28 de fevereiro.
Pelo Estreito de Ormuz transita, em condições normais, um quinto da produção mundial de petróleo, bem como de gás natural liquefeito.
Os ataques iranianos a navios comerciais, e a ameaça de mais ataques, paralisaram quase todo o tráfego na passagem que liga o Golfo Pérsico ao resto dos oceanos, o que fez disparar os preços das matérias-primas e de derivados como fertilizantes.
Governos e analistas receiam que um bloqueio prolongado tenha impacto noutros setores da economia, como a produção agrícola e de medicamentos, mas também ao nível do fabrico de semicondutores e de baterias necessários para aparelhos eletrónicos ou automóveis.
Lusa