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Presidente dos Estados Unidos mantém ilha iraniana de Kharg no ponto de mira
- O presidente norte-americano tornou a agitar o cenário de uma componente terrestre da ofensiva contra o Irão, o que poderá passar pela ocupação da Ilha de Kharg, território estratégico para a infraestrutura petrolífera da República Islâmica. Em entrevista ao jornal Financial Times, Donald Trump referiu mesmo a possibilidade de "tomar o petróleo" deste país;
- Donald Trump clama que a máquina militar norte-americana poderia ocupar “facilmente” a Ilha de Kharg. Ao mesmo tempo, todavia, conserva no discurso a convicção de que um acordo de cessar-fogo poderia ser “relativamente fácil”;
- O presidente do Parlamento iraniano saiu, uma vez mais, a público para afirmar que os militares do país “querem” uma invasão terrestre norte-americana, de modo a “fazer chover fogo” sobre as tropas dos Estados Unidos. Isto depois de Washington ter anunciado o destacamento de 3.500 operacionais e mais um vaso de guerra no Golfo;
- Na abertura dos mercados asiáticos, o preço do petróleo escalou esta segunda-feira para mais de 115 dólares por barril, evolução que se seguiu a um novo aviso, por parte do Irão, para ataques retaliatórios adicionais contra universidades e casas de responsáveis dos Estados Unidos e Israel;
- Nas últimas horas, o presidente norte-americano aventou também a ideia de que a nova liderança iraniana lhe parece "muito razoável". Trump reitera que norte-americanos e iranianos têm mantido conversações "direta a indiretamente". "Penso que faremos um acordo com eles. Estou bastante seguro, mas também é possível que não o façamos", disse a bordo do avião presidencial Air Force One;
- O Paquistão anunciou a preparação de "conversações significativas", nos próximos dias, destinadas a pôr termo ao conflito desencadeado pela ofensiva israelo-americana do final de fevereiro, que levou à morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, posteriormente substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei;
- As Forças de Defesa de Israel indicaram, já esta segunda-feira, estar a responder a uma nova vaga de mísseis lançados a partir do Irão. Adiantaram ainda ter atacado diferentes infraestruturas "em todo" o país;
- O Governo indonésio denunciou a morte de um capacete azul do país integrado na Unifil, a missão das Nações Unidas no Líbano, após um projétil ter explodido numa das suas posições, perto da localidade de Adchit al-Qusayr, a sul;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou a expansão da invasão do sul do Líbano, numa tentativa de suprimir o Hezbollah, movimento xiita libanês conotado com Teerão. As tropas do Estado hebraico ocupam atualmente o território a sul do Rio Litani;
- Em mensagem citada pelos media estatais, o líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, agradeceu ao povo iraquiano o apoio "em face da agressão".