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Protesto. Bagdade vai convocar encarregado de negócios dos EUA e embaixador iraniano
Bagdade vai convocar o encarregado de negócios norte-americano e o embaixador iraniano após dois ataques mortais atribuídos a estes países na terça-feira em território iraquiano.
As autoridades estão a conceder um "direito de retaliação e autodefesa" às Forças de Mobilização Popular (FMP), uma coligação de ex-paramilitares que inclui grupos pró-Irão.
Na terça-feira, o Iraque acordou após a sua noite mais sangrenta desde o início da guerra no Médio Oriente, a 28 de Fevereiro: 15 combatentes das FMP foram mortos num ataque atribuído aos Estados Unidos no oeste do país.
E no norte, a região autónoma do Curdistão acusou o Irão de ataques com mísseis balísticos que mataram seis soldados das suas forças armadas, os Peshmerga.
Nem Washington nem Teerão reagiram imediatamente às acusações.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Iraque vai convocar o encarregado de negócios norte-americano e o embaixador iraniano para entregar uma "nota oficial de protesto" referente aos dois ataques.
O gabinete do primeiro-ministro declarou em comunicado de imprensa que é necessário "impedir que o Iraque seja arrastado para guerras" e procurar uma "política equilibrada" para manter "as melhores relações possíveis" no panorama regional e internacional.