PS pede demissão do ministro da Educação

PS pede demissão do ministro da Educação

RTP / Adicionar como fonte informativa

Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do Partido Socialista, prossegue as críticas ao processo de correção dos exames, acusando o executivo e em particular o ministro da Educação, de "incompetência".

"Durante a tarde, durante o período deste debate, três notícias. O EduQA afirmou que, afinal já não há link para consultar as provas", aponta o líder socialista. "Pela primeira vez desde 1999, pode não haver saída de notas com divulgação de resultados".

"Às 06h30 da tarde, as famílias receberam a mensagem da escola a dizer que não sabia quando seriam disponibilizadas as notas", acrescenta.

"Eu espero sinceramente que desminta estas notícias, de que não vai haver homologação das notas dos alunos para entrar no Ensino Superior e para terminar o Ensino Secundário", desafiou o socialista, dirigindo-se diretamente a Fernando Alexandre.  

"Esse lugar que ocupa já devia estar a ser ocupado por outra pessoa", afirma, num pedido de demissão do ministro da Educação.

Vários professores foram chamados hoje para classificar mais exames mas, ao final da tarde, ainda não tinham recebido as respsotas para avaliar.

A RTP apurou que muitos reportaram ausência de folhas de continuação ou páginas em branco.

Mesmo assim foi comunicado que deviam "classificar os itens como aparecem na plataforma", ou seja, incompletos. 

O Ministério da Educação esclareceu hoje que cabe às escolas decidir se disponibilizam a todos os alunos a cópia dos exames realizados sem que os encarregados de educação solicitem a consulta da prova.

"Os alunos vão ter acesso à sua prova digitalizada em PDF, através das escolas. Esse envio pode ser por iniciativa da escola ou a pedido do aluno", informou a tutela, em resposta à agência Lusa.

O esclarecimento surgiu depois de o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) ter revelado que a cópia das provas só seria enviada mediante requerimento dos encarregados de educação.

Segundo Filinto Lima, a informação tinha sido transmitida aos diretores pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) durante a primeira sessão de esclarecimento sobre o processo de disponibilização das provas.

Na apresentação partilhada com os diretores durante a reunião, a que a Lusa teve acesso, o EduQA escreveu que o "aluno ou encarregado de educação apresenta o pedido para consulta de prova" e, posteriormente, "a direção da escola recebe e valida o pedido".

"A aplicação é usada para localizar e disponibilizar o PDF da prova ao aluno", refere o documento, acrescentando que "o envio pode ser feito por e-mail ou em suporte impresso".

De acordo com o gabinete de Fernando Alexandre, o instituto clarificou as indicações durante a segunda sessão, realizada às 16:00 de hoje.

"A mesma informação será explicitada no envio que o EduQA fará às escolas, com o guião de utilização da plataforma", acrescentou a tutela.

Segundo os diretores, a tutela vai disponibilizar uma plataforma eletrónica onde as escolas poderão carregar os exames nacionais em formato digital e associar a cada prova o endereço eletrónico do encarregado de educação.

Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário estão a ser corrigidos em formato digital, mas o processo tem registado falhas técnicas desde o início e, devido aos constrangimentos, o ministério adiou os prazos inicialmente previstos.

As pautas deverão ser afixadas na sexta-feira, mas a publicação dos resultados depende da conclusão das classificações das mais de 300 mil provas realizadas.

c/Lusa
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