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"Queremos um primeiro-ministro para trabalhar por Portugal" diz André Ventura

"Queremos um primeiro-ministro para trabalhar por Portugal" diz André Ventura

RTP / Adicionar como fonte informativa

André Ventura abre a ronda de inervenções partidárias, considerando “estranho e caricato que o PM chegue ao debate sem dizer uma palavra sobre o que está a preocupar a nação”, comparando o discurso a anteriores do primeiro-ministro António Costa.

“Todos falam de reforma mas poucos a fazem tão mal como o seu governo”, acrescentou, especificamente na Saúde, onde estas foram "todas péssimas”. acusando o governo de não ter conseguido melhorar a resposta do Serviço Nacional de Saúde, referindo que "em 2025 havia 1.56 milhões [de utentes] sem médico de família e em maio deste ano há 1.67 milhões".

"No fim de 2025 tínhamos 1.056.000 utentes à espera de uma primeira consulta. Aumentou mais 17% este ano enquanto o seu Governo estava em funções. Até a oncologia, que o senhor primeiro-ministro disse que ia atuar rapidamente, tem hoje 65% dos utentes para lá do tempo máximo de espera", acrescenta.

Ventura crítica ainda as deslocações do primeiro-ministro para ver jogos da seleção nacional no Mundial de Futebo, com “o país a arder”, e durante uma crise na Educação e uma crise profundíssima no Ministério da Administração Interna.

“Queremos um primeiro-ministro para trabalhar por Portugal”, exige, considerando os atrasos nas revisões dos examene nacionais "uma vergonha nacional” e questionando se Montenegro mantém confiança no seu ministro da Administração Interna, acusando-o de "evitar responder a perguntas" e afirmando que "ameaça e intimida jornalistas”.

"Isto é um governo em degradação acelerada, em decomposição acelerada", critica. "Deve mesmo perguntar ao Parlamento se ainda mantém a confiança no seu Governo", desafia.
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