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Rebeldes do Iémen acusam ONU de parcialidade
Os rebeldes huthis acusaram hoje o enviado especial da ONU Hans Grundberg de parcialidade por ter advertido que o envolvimento do grupo na guerra do Médio Oriente podia comprometer as negociações de paz no Iémen.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos huthis, grupo iemenita aliado do Irão, condenou os avisos de Grundberg sobre as consequências dos ataques dos rebeldes contra Israel e contra embarcações norte-americanas no Mar Vermelho.
A diplomacia dos huthis considerou que as declarações do enviado perante o Conselho de Segurança da ONU na terça-feira se alinham com as posições dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Os hutis condenaram "tentativas de pressionar" o grupo para que guarde silêncio sobre a "agressão israelita na região".
"Vincular o processo de paz do Iémen a tais condições mina as negociações", disse o grupo que controla amplas zonas do país e a capital, Saná, no comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Grundberg afirmou que existe uma "preocupação mundial" com o alargamento da guerra no Médio Oriente a outra frente, face a relatos que considerou preocupantes de movimentos de tropas no país árabe situado na margem do mar Vermelho.
O diplomata sueco alertou que as consequências para a população iemenita "poderão ser graves".
"O Iémen não se livrou desta guerra", avisou Grundberg.
O Irão ameaçou na quarta-feira bloquear a navegação no mar Vermelho se prosseguir o bloqueio norte-americano aos portos iranianos iniciado na segunda-feira, após terem fracassado as negociações com Washington para o fim da guerra.
O Irão não tem fronteira com o mar Vermelho, mas os aliados huthis poderão atacar navios na região a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.
Grundberg reafirmou a importância de manter a "liberdade de navegação" no mar Vermelho e no golfo de Áden, vias que têm sido alvo de ataques repetidos dos hutis contra o transporte marítimo desde 2023.
Apelou para que se abstenham de novos ataques contra a navegação e para que seja protegido o processo de paz com o Governo internacionalmente reconhecido, com o qual mantêm uma trégua desde 2022.
Os rebeldes negam qualquer relação entre as operações navais e o avanço do processo de paz interno, acusando Grundberg de assumir uma "postura hostil" por não ter alcançado progressos políticos ou humanitários durante o seu mandato.
Lusa
O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos huthis, grupo iemenita aliado do Irão, condenou os avisos de Grundberg sobre as consequências dos ataques dos rebeldes contra Israel e contra embarcações norte-americanas no Mar Vermelho.
A diplomacia dos huthis considerou que as declarações do enviado perante o Conselho de Segurança da ONU na terça-feira se alinham com as posições dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Os hutis condenaram "tentativas de pressionar" o grupo para que guarde silêncio sobre a "agressão israelita na região".
"Vincular o processo de paz do Iémen a tais condições mina as negociações", disse o grupo que controla amplas zonas do país e a capital, Saná, no comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Grundberg afirmou que existe uma "preocupação mundial" com o alargamento da guerra no Médio Oriente a outra frente, face a relatos que considerou preocupantes de movimentos de tropas no país árabe situado na margem do mar Vermelho.
O diplomata sueco alertou que as consequências para a população iemenita "poderão ser graves".
"O Iémen não se livrou desta guerra", avisou Grundberg.
O Irão ameaçou na quarta-feira bloquear a navegação no mar Vermelho se prosseguir o bloqueio norte-americano aos portos iranianos iniciado na segunda-feira, após terem fracassado as negociações com Washington para o fim da guerra.
O Irão não tem fronteira com o mar Vermelho, mas os aliados huthis poderão atacar navios na região a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.
Grundberg reafirmou a importância de manter a "liberdade de navegação" no mar Vermelho e no golfo de Áden, vias que têm sido alvo de ataques repetidos dos hutis contra o transporte marítimo desde 2023.
Apelou para que se abstenham de novos ataques contra a navegação e para que seja protegido o processo de paz com o Governo internacionalmente reconhecido, com o qual mantêm uma trégua desde 2022.
Os rebeldes negam qualquer relação entre as operações navais e o avanço do processo de paz interno, acusando Grundberg de assumir uma "postura hostil" por não ter alcançado progressos políticos ou humanitários durante o seu mandato.
Lusa