EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Regresso à calma no mercado energético impulsiona bolsas

Regresso à calma no mercado energético impulsiona bolsas

RTP /

Os mercados bolsistas globais fecharam em alta na quarta-feira, com o regresso à calma nos mercados energéticos a aliviar os receios inflacionistas, apesar do conflito em curso no Médio Oriente.

"Embora cada novo evento tenda a gerar incerteza e ansiedade, a história mostra consistentemente que os mercados são muito mais resilientes do que a maioria dos investidores acredita", afirma George Smith, da LPL Financial.

O analista aponta para "reações imediatas do mercado que são por vezes brutais, mas geralmente de curta duração".

Após duas sessões de fortes ganhos, os preços do petróleo fecharam a quarta-feira praticamente inalterados: o Brent, referência global, manteve-se estável nos 81,40 dólares por barril, enquanto o seu equivalente nos EUA, o WTI, subiu 0,13% para 74,66 dólares por barril.

O contrato de futuros holandês TTF, considerado a referência para o gás natural na Europa, caiu 10,17% na quarta-feira, para 48,77 euros por megawatt-hora. Nas duas sessões de negociação anteriores, o contrato tinha subido mais de 69%.

"A inversão da tendência é extremamente rápida neste mercado porque há poucos participantes e pouca liquidez, o que o torna extremamente volátil", observa Christopher Dembik, estratega de investimento da Pictet AM.

O tráfego no Estreito de Ormuz – por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo – caiu 90%, segundo dados da Kpler, privando o mercado de volumes significativos provenientes do Golfo.

Mas o presidente dos EUA afirmou na terça-feira que a Marinha norte-americana poderia escoltar os petroleiros "se necessário" por esta via navegável estratégica. O seu secretário do Tesouro anunciou na quarta-feira que estavam planeados "novos anúncios".

"Os mercados, com razão, esperam mais do que simples declarações antes de reduzirem o prémio de risco embutido nos preços da energia", afirma Fawad Razaqzada, analista da Forex.com.
PUB