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Representante do Irão na UNESCO alerta que danos no património podem ser irreparáveis

Representante do Irão na UNESCO alerta que danos no património podem ser irreparáveis

RTP /

Alguns danos causados pelos ataques israelitas e americanos em locais do património cultural do Irão poderão ser irreparáveis, alertou o representante iraniano junto da UNESCO, esta terça-feira, manifestando-se "chocado" com o que viu, após um mês de guerra.

Vários edifícios históricos, sítios culturais e outros tesouros do património iraniano sofreram ataques desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, desencadeada pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

No Palácio de Saadabad, em Teerão, inscrito na lista do património mundial da UNESCO e danificado na sexta-feira após um ataque americano e israelita, "poderá ser impossível de reparar alguns danos", segundo os especialistas consultados, explicou hoje em conferência de imprensa o secretário-geral da Comissão Nacional Iraniana para a UNESCO, Hassan Fartousi.

O Palácio de Saadabad é um grande complexo situado no norte de Teerão, abrigando um grande parque com pavilhões construídos no início dedo século XX e transformados em museus dedicados à história cultural do país.

Este complexo também é onde ficam as residências do presidente iraniano e do governador da província.

"Mesmo os especialistas têm dificuldade em avaliar a magnitude dos danos" nos sítios culturais e no património em todo o Irão, afirmou Hassan Fartousi durante na conferência de imprensa realizada em Teerão.

Em meados de março, a UNESCO tinha registado quatro sítios danificados entre os 29 do país classificados como património mundial: o palácio de Golestan - por vezes comparado ao de Versailhes (em França) e um dos sítios mais antigos da capital iraniana -, a mesquita Jameh de Isfahan (centro), o palácio Chehel Sotoun, também em Isfahan, e os sítios pré-históricos do vale de Khorramabad.

No palácio de Golestan, "quase 40% dos espelhos foram danificados", continuou Fartousi, salientando que têm cerca de 220 anos. E, em Isfahan, onde se deslocou, os danos são "enormes" e a situação "catastrófica", enquanto em Khorramabad alguns sítios estão "100% destruídos", acrescentou à agência de notícias francesa AFP.

Lusa
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