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Secretário-geral da UGT. "Nada está fechado mas não estou confortável"
Mário Mourão, secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), respondeu "não", à pergunta se está confortável com o pacote negociado e que a ministra do Trabalho considerou encerrado. Mas, acrescentou, "nada está fechado".
À saída da reunião com António José Seguro, no Palácio de Belém, Mário Mourão revelou ver sinais, sem especificar quais, de que a última palavra do Governo sobre a nova legislação ainda pode mudar.
Aos jornalistas, admitiu ter "indicações de que o Governo continua disponível para fazer aproximações", afirmando que "a UGT continua disponível e aberta" para negociar a proposta de reforma laboral.
"A UGT nunca fechou nenhuma porta", referiu, defendendo que a estrutura sindical
está "sempre aberta a alterações" à nova legislação que venham ao
encontro das suas propostas.
Referiu também que foi entregue a António José Seguro "um dossier de tudo o que tem sido estas negociações"que duram há nove meses.
O presidente "apelou ao diálogo e à negociação", preocupações que "acolhemos" e "registamos", acrescentou.
Esta quinta-feira, o secretariado-geral da UGT irá apreciar a "última versão" das negociações e "provavelmente irá haver uma conclusão", acrescentou Mário Mourão, sem comprometer a decisão.
António José Seguro questionou ainda a UGT sobre medidas para fazer face ao impacto da IA nos vários setores e para minorar a diferença salarial entre homens e mulheres que inda permanece.