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Sri Lanka declara neutralidade na guerra contra o Irão
O Sri Lanka, que mantém fortes laços económicos e diplomáticos tanto com o Irão como com os Estados Unidos, recusou-se a permitir que os EUA estacionassem dois dos seus aviões de guerra num aeroporto no sul da ilha no início de março, declarou esta sexta-feira o presidente do país, Anura Kumara Dissanayake, ao parlamento.
“Eles queriam trazer dois aviões de guerra armados com oito mísseis anti navio de uma base no Djibuti para o Aeroporto Internacional de Mattala, de 4 a 8 de março, e nós dissemos ‘não’”, afirmou Dissanayake, citado pela agência noticiosa AFP.
No discurso no parlamento após uma reunião com Sergio Gor, embaixador dos EUA na Índia, Dissanayake abordou as críticas sobre as decisões recentes.
“Alguns grupos estão a dizer que assinámos acordos de defesa com os EUA e que por isso atrasámos a receção do navio iraniano”, disse.
“Estão a dizer que somos parciais”, acrescentou, afirmando que, na verdade, “somos imparciais”.
Segundo Dissanayake, tanto o Irão como os EUA solicitaram aos seus respetivos militares que fizessem visitas militares ao país nas últimas semanas, acrescentando: “Como nação neutra, dissemos não a ambos os pedidos. Isto é imparcialidade”.
O Sri Lanka, uma nação insular do Oceano Índico, a mais de 3.200 quilómetros do Golfo Pérsico, adotou uma política de não alinhamento desde a sua independência, em 1948.
Mas o país viu-se no fogo cruzado diplomático da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, depois de um ataque de um submarino norte-americano ter afundado um navio de guerra iraniano na costa sul do Sri Lanka, no início de março, matando pelo menos 87 marinheiros iranianos.
“Eles queriam trazer dois aviões de guerra armados com oito mísseis anti navio de uma base no Djibuti para o Aeroporto Internacional de Mattala, de 4 a 8 de março, e nós dissemos ‘não’”, afirmou Dissanayake, citado pela agência noticiosa AFP.
No discurso no parlamento após uma reunião com Sergio Gor, embaixador dos EUA na Índia, Dissanayake abordou as críticas sobre as decisões recentes.
“Alguns grupos estão a dizer que assinámos acordos de defesa com os EUA e que por isso atrasámos a receção do navio iraniano”, disse.
“Estão a dizer que somos parciais”, acrescentou, afirmando que, na verdade, “somos imparciais”.
Segundo Dissanayake, tanto o Irão como os EUA solicitaram aos seus respetivos militares que fizessem visitas militares ao país nas últimas semanas, acrescentando: “Como nação neutra, dissemos não a ambos os pedidos. Isto é imparcialidade”.
O Sri Lanka, uma nação insular do Oceano Índico, a mais de 3.200 quilómetros do Golfo Pérsico, adotou uma política de não alinhamento desde a sua independência, em 1948.
Mas o país viu-se no fogo cruzado diplomático da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, depois de um ataque de um submarino norte-americano ter afundado um navio de guerra iraniano na costa sul do Sri Lanka, no início de março, matando pelo menos 87 marinheiros iranianos.