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Starmer garante que Reino Unido não se vai juntar aos EUA e a Israel nos ataques contra o Irão

Starmer garante que Reino Unido não se vai juntar aos EUA e a Israel nos ataques contra o Irão

RTP /

"O presidente Trump manifestou a sua discordância com a nossa decisão de não nos envolvermos nos ataques iniciais", disse Starmer depois de Trump o ter criticado por demorar "muito tempo" a permitir o uso de bases aéreas norte-americanas.

"Mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional da Grã-Bretanha. Foi o que fiz e mantenho a minha decisão”, disse Starmer no Parlamento britânico.

"O Reino Unido não se envolveu nos ataques iniciais dos EUA e de Israel ao Irão. Essa decisão foi deliberada. Acreditamos que o melhor caminho a seguir para a região e para o mundo é um acordo negociado no qual o Irão concorde em desistir de quaisquer aspirações de desenvolver uma arma nuclear e cesse as suas atividades desestabilizadoras em toda a região", afirmou.

Além de não ter participado nos ataques militares que começaram no sábado, Londres também não permitiu que os EUA usassem bases britânicas no Reino Unido ou na ilha de Diego Garcia, no Oceano Índico.

Mas, no domingo, o primeiro-ministro, Keir Starmer, anunciou que concordou em permitir que os EUA usem as bases em território britânico para ataques ao Irão em resposta aos ataques iranianos a interesses britânicos e aos aliados no Golfo, invocando o Direito internacional.

"Ontem à noite, tomámos a decisão de aceitar esse novo pedido, a fim de impedir que o Irão disparasse mísseis pela região, matando civis inocentes, colocando vidas britânicas em risco e atingindo países que não estiveram envolvidos", explicou Starmer hoje aos deputados.

"Para ser claro, o uso das bases britânicas está limitado aos fins defensivos acordados. Não estamos a juntar-nos aos ataques ofensivos dos EUA e de Israel", referiu.

Starmer garantiu ainda que as bases britânicas no Chipre "não estão a ser utilizadas pelos bombardeiros norte-americanos".

c/Lusa
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