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Teerão acusa Trump de divulgar `fake news` sobre mulheres que enfrentam execução
A justiça iraniana acusou hoje Donald Trump de espalhar "informações falsas" sobre mulheres iranianas que, segundo o Presidente norte-americano, estavam prestes a ser executadas, mas foram poupadas a seu pedido.
"Trump não tem poder real no terreno, o que o levou a fabricar sucessos com base em informações falsas", divulgou a Mizan, agência de notícias oficial do poder judicial iraniano.
Antes, Trump garantiu que, a seu pedido, o Irão se tinha abstido de executar oito mulheres, saudando o facto como "uma grande notícia".
"Ótimas notícias. Estou muito grato ao Irão e aos seus líderes por respeitarem o meu pedido", publicou o Presidente norte-americano na sua rede social Truth Social.
A Mizan já tinha negado, na terça-feira, que várias mulheres iranianas estivessem prestes a ser executadas, afirmando que algumas das que foram apresentadas como estando em risco tinham sido libertadas e outras enfrentavam apenas penas de prisão.
A agência France-Presse (AFP) noticiou não conseguiu confirmar de forma independente estas ameaças de execução, nem a identidade de todas as mulheres cujas fotos o presidente norte-americano reproduziu na terça-feira em apoio da sua exigência, feita na sua plataforma Truth Social.
Na terça-feira, republicou uma mensagem da conta X de um ativista chamado Eyal Yakoby, contendo fotografias de oito mulheres não identificadas, com a mensagem: "A República Islâmica do Irão está a preparar-se para enforcar oito mulheres".
Masih Alinejad, uma dissidente iraniana radicada nos Estados Unidos, publicou oito nomes de mulheres no X, todas, segundo ela, presas em ligação com os protestos de Janeiro, que foram violentamente reprimidos.
"Digam os seus nomes", escreveu a ativista, alegando que uma das mulheres detidas tinha 16 anos.
Outra é Bita Hemmati, condenada à morte por atirar blocos de betão de um edifício contra as forças de segurança durante os protestos, de acordo com várias organizações de defesa dos direitos humanos.
Num relatório publicado em meados de abril, a ONG norueguesa Hengaw divulgou uma foto de Bita Hemmati idêntica a uma das oito fotografias republicadas por Donald Trump.
Segundo a organização, outra destas fotografias retrata Mahboubeh Shabani, de 32 anos, condenada à morte por "fazer guerra contra Deus" depois de transportar manifestantes feridos na sua moto em Mashhad. Atualmente está presa nesta cidade do nordeste do país.
Eyal Yakoby, que se apresenta no X como futuro aluno do prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publica inúmeros `posts` a apoiar a operação militar israelo-americana no Irão e a criticar os movimentos de mobilização pró-Palestina.
Lusa
"Trump não tem poder real no terreno, o que o levou a fabricar sucessos com base em informações falsas", divulgou a Mizan, agência de notícias oficial do poder judicial iraniano.
Antes, Trump garantiu que, a seu pedido, o Irão se tinha abstido de executar oito mulheres, saudando o facto como "uma grande notícia".
"Ótimas notícias. Estou muito grato ao Irão e aos seus líderes por respeitarem o meu pedido", publicou o Presidente norte-americano na sua rede social Truth Social.
A Mizan já tinha negado, na terça-feira, que várias mulheres iranianas estivessem prestes a ser executadas, afirmando que algumas das que foram apresentadas como estando em risco tinham sido libertadas e outras enfrentavam apenas penas de prisão.
A agência France-Presse (AFP) noticiou não conseguiu confirmar de forma independente estas ameaças de execução, nem a identidade de todas as mulheres cujas fotos o presidente norte-americano reproduziu na terça-feira em apoio da sua exigência, feita na sua plataforma Truth Social.
Na terça-feira, republicou uma mensagem da conta X de um ativista chamado Eyal Yakoby, contendo fotografias de oito mulheres não identificadas, com a mensagem: "A República Islâmica do Irão está a preparar-se para enforcar oito mulheres".
Masih Alinejad, uma dissidente iraniana radicada nos Estados Unidos, publicou oito nomes de mulheres no X, todas, segundo ela, presas em ligação com os protestos de Janeiro, que foram violentamente reprimidos.
"Digam os seus nomes", escreveu a ativista, alegando que uma das mulheres detidas tinha 16 anos.
Outra é Bita Hemmati, condenada à morte por atirar blocos de betão de um edifício contra as forças de segurança durante os protestos, de acordo com várias organizações de defesa dos direitos humanos.
Num relatório publicado em meados de abril, a ONG norueguesa Hengaw divulgou uma foto de Bita Hemmati idêntica a uma das oito fotografias republicadas por Donald Trump.
Segundo a organização, outra destas fotografias retrata Mahboubeh Shabani, de 32 anos, condenada à morte por "fazer guerra contra Deus" depois de transportar manifestantes feridos na sua moto em Mashhad. Atualmente está presa nesta cidade do nordeste do país.
Eyal Yakoby, que se apresenta no X como futuro aluno do prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publica inúmeros `posts` a apoiar a operação militar israelo-americana no Irão e a criticar os movimentos de mobilização pró-Palestina.
Lusa