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Teerão ameaça confiscar bens de iranianos no exílio
Os iranianos residentes no estrangeiro podem ter os seus bens confiscados e enfrentar outras sanções legais caso manifestem apoio aos Estados Unidos e a Israel, informou esta segunda-feira o gabinete do procurador-geral do Irão.
Alguns membros da diáspora iraniana que desejam mudanças políticas em Teerão saíram às ruas de cidades europeias e americanas para celebrar a morte do Líder Supremo, o ayatollah Ali Khamenei, na guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão. O Irão nomeou Mojtaba Khamenei como sucessor do seu pai, esta segunda-feira.
"Foi emitido um aviso aos iranianos residentes no estrangeiro que, de alguma forma, simpatizam, apoiam ou cooperam com o inimigo americano-sionista (israelita)", afirmou o gabinete do procurador-geral, segundo os meios de comunicação estatais.
"Terão todos os seus bens confiscados e sofrerão outras sanções legais, de acordo com a lei".
Meyam Aghakhani, membro da diáspora que trabalha numa loja em Londres, não se mostrou preocupado com a ameaça.
Até 5 milhões de iranianos vivem no estrangeiro, a maioria nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, segundo dados do Governo iraniano. A comunicação social iraniana estima este número em cerca de 10 milhões.
Alguns membros da diáspora iraniana que desejam mudanças políticas em Teerão saíram às ruas de cidades europeias e americanas para celebrar a morte do Líder Supremo, o ayatollah Ali Khamenei, na guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão. O Irão nomeou Mojtaba Khamenei como sucessor do seu pai, esta segunda-feira.
"Foi emitido um aviso aos iranianos residentes no estrangeiro que, de alguma forma, simpatizam, apoiam ou cooperam com o inimigo americano-sionista (israelita)", afirmou o gabinete do procurador-geral, segundo os meios de comunicação estatais.
"Terão todos os seus bens confiscados e sofrerão outras sanções legais, de acordo com a lei".
Meyam Aghakhani, membro da diáspora que trabalha numa loja em Londres, não se mostrou preocupado com a ameaça.
"Não acredito que nenhum iraniano fora do país, na diáspora, esteja realmente preocupado consigo próprio, com os seus bens e propriedades, enquanto as pessoas dentro do Irão saem de casa desarmadas, sem nada, e se colocam perante munições reais, sendo mortas", disse à Reuters. "Portanto, a minha guerra e a minha luta continuam sem hesitação".
Canais recém-criados no Telegram partilharam detalhes de iranianos proeminentes que vivem no estrangeiro e que publicaram comentários críticos às autoridades clericais do Irão e favoráveis à campanha militar EUA-Israel, iniciada a 28 de fevereiro.
Até 5 milhões de iranianos vivem no estrangeiro, a maioria nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, segundo dados do Governo iraniano. A comunicação social iraniana estima este número em cerca de 10 milhões.