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Depois da depressão Kristin. A resposta aos danos e a evolução do estado do tempo

"Todos os municípios serão auscultados". Montenegro admite recurso a apoios europeus

"Todos os municípios serão auscultados". Montenegro admite recurso a apoios europeus

RTP /

Em deslocação ao concelho de Leiria, um dos mais severamente atingidos pela depressão Kristin, o primeiro-ministro começou por exprimir condolências "às famílias das vítimas que morreram no decurso da passagem" da intempérie pelo território continental.

"Temos uma noção agora ainda mais próxima da dificuldade que muitas famílias e concidadãos estão a sentir fruto da inacessibilidade da comunicação com quem quer que seja. Desde a primeira hora, quer nas ações preventivas antes do evento, quer no decurso do evento, quer nos momentos imediatamente seguintes, temos colocado todas as nossas capacidades, quer do perímetro público, quer do perímetro privado e social alocadas ao espaço onde os impactos foram mais significativos, para acudir às situações mais urgentes e para repor a normalidade, nomeadamente naquilo que é mais importante, como seja o abastecimento de água, o fornecimento de energia elétrica e o funcionamento de infraestruturas essenciais, como a área da saúde", enumerou Luís Montenegro.

Quanto à decisão de decretar a situação de calamidade na zonas mais afetadas, tomada em sede de Conselho de Ministros ao início da manhã, o chefe do Executivo explicou que não se trata de elevar "a prontidão em termos de recursos e meios disponíveis": "O que começamos a desenhar são os mecanismos para de uma forma mais célere, menos burocrática, mais expedita, podermos colocar todos os trabalhos de recuperação no terreno".Montenegro propôs-se "instar todas as entidades que têm responsabilidades, nomeadamente as companhias seguros, a cumprirem o seu papel", para acrescentar que será também assumida "a responsabilidade que cabe aos poderes públicos".

O primeiro-ministro salientou, em seguida, o "espírito de solidariedade" dos portugueses, embora reconhecendo também a "revolta" face à violência do fenómeno meteorológico que se abateu sobre o país.

O Governo, admitiu ainda Montenegro, ainda não dispõe da "exata dimensão" dos custos e está a estudar mecanismos de financiamento para fazer face às necessidades dos municípios. "Todos serão auscultados", afiançou.
Relativamente à possibilidade de recorrer a mecanismos europeus de solidariedade, o primeiro-ministro afirmou: "Do ponto de vista do financiamento, estamos em contacto com as autoridades e instituições europeias. Este não é um problema exclusivo de Portugal e portanto, desse ponto de vista, os mecanismos de solidariedade a que pudermos recorrer, recorreremos".

"Apelamos à tranqulidade e à serenidade", insistiu o governante.
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