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Trump ameaça destruir campo de gás do Irão após ataque a infraestrutura energética do Catar
- O campo de gás natural de Ras Laffan, no Catar, foi atingido por projéteis iranianos às primeiras horas desta quinta-feira. Tratou-se de uma retaliação após um ataque israelita contra Pars Sul. O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou entretanto fazer "explodir massivamente" este complexo de gás do Irão;
- O Governo iraniano condenou o ataque israelita de quarta-feira a Pars Sul - bombardeamento que vem marcar mais uma escalada na guerra. O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, alertou mesmo para "consequências incontroláveis" que podem "abarcar o mundo inteiro";
- O Irão atacou, com recurso a mísseis, a Qatar Energy, empresa estatal petrolífera do Catar, provocando "danos extensos" na zona industrial de Ras Laffan, considerada a maior instalação de produção de gás natural liquefeito;
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar classificou o bombardeamento iraniano como "brutal", acrescentando que se trata de uma violação da soberania e uma ameaça direta à segurança nacional. Prometeu ainda responder e ordenou que dois diplomatas iranianos e as equipas iranianas abandonassem o emirado;
- As operações nas instalações de gás natural de Habshan, nos Emirados Árabes Unidos, foram também suspensas, depois de terem sido atingidas com destroços de um míssil, e o campo petrolífero de Bab foi igualmente alvo de ataques iranianos;
- Donald Trump escreveu na sua plataforma Truth Social que os Estados Unidos "nada sabiam" do ataque israelita ao campo de gás de Pars Sul, que o Irão partilha com o Catar. "Não haverá mais ataques de Israel", segundo o presidente norte-americano, a não ser que o Irão "decida atacar um muito inocente, neste caso, Catar". "Circunstância em que os Estados Unidos da América, com ou sem ajuda ou consentimento de Israel, farão explodir massivamente todo campo de gás de Par Sul com uma quantidade de força e poder que o Irão nunca viu", carregou;
- Um ataque com "um projétil desconhecido" deixou um navio em chamas ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, segundo as Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido;
- O presidente fracês, Emmanuel Macron, apelou a uma moratória imediata para travar ataques a infraestruturas civis, sublinhando que as populações devem ser "protegidas da escalada militar";
- Três mulheres palestinianas morreram num bombardeamento do Irão que atingiu a Cisjordânia, confirmou o Crescente Vermelho palesiniano;
- No centro de Israel, um homem morreu em consequência de nova vaga de bombardeamentos com mísseis iranianos;
- Em Washington, os republicanos do Senado bloqueram uma medida que visava conter o poder, por parte da Presidência, de empregar a máquina de guerra dos Estados Unidos sem autorização do Congresso;
- A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, contrariou declarações de Donald Trump e afirmou, no Senado, que desde 2025 o Irão não procurou enriquecer urânio. Ainda assim, sustentou que, mesmo enfraquecido, o regime continua a dispor de meios para atacar interesses de Washington e dos aliados no Médio Oriente;
- Israel reivindicou na quarta-feira a morte do ministro dos Serviços de Informações do Irão - a terceira figura do regime a ser abatida, depois do responsável pela segurança nacional e do comandante da milícia Basij. Telavive promete "surpresas significativas" em todas as frentes;
- O Reino Unido acusou dois homens de crimes relacionados com a segurança nacional, por suspeita de ligações ao Irão. Foram detidos no início do mês, no âmbito de uma operação de vigilância à comunidade judaica em Londres. Terão mantido contactos suscetíveis de ajudar serviços de informações estrangeiros.