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UE diz que cabe ao povo escolher representantes apesar de "tomar nota" de novo líder
A Comissão Europeia disse hoje "tomar nota" da nomeação do novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, mas defendeu que cabe ao povo iraniano escolher os seus representantes, acusando o regime de ser "opressor e repressivo".
"Não me quero demorar muito sobre o assunto, a não ser tomar nota do anúncio de um novo líder supremo do Irão. No entanto, gostaria de recordar que este regime cometeu ações que violam o direito internacional", disse o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.
O porta-voz afirmou que o regime iraniano não respeitou acordos internacionais como o tratado de não-proliferação de armas nucleares, além de ter uma "longa lista" de violações dos direitos humanos, recordando a repressão das manifestações de janeiro.
"Milhares de cidadãos, incluindo milhares de crianças, foram mortos e assassinados por um regime que é de opressão, de repressão e de supressão. Também posso falar da lista de ameaças contra a União Europeia (UE), seja atividades híbridas em solo europeu ou detenções arbitrárias de cidadãos europeus", referiu.e
Anouar El Anouni defendeu ainda que "cabe ao povo iraniano escolher os seus representantes", frisando que a UE apoia a sua "aspiração plena e legítima a um futuro em que as suas liberdades fundamentais e direitos universais são protegidos e respeitados".
No que se refere à UE, o porta-voz afirmou que o bloco vai continuar a tentar proteger a sua segurança e os seus interesses, designadamente ao procurar "impedir que o Irão obtenha a arma nuclear", "travar o seu programa de mísseis balísticos" e "pôr fim às suas atividades desestabilizadores na região e na Europa".
"Vamos igualmente continuar a contribuir para todos os esforços diplomáticos que visem reduzir as tensões e procurar uma solução de longo prazo para este conflito", indicou.
Questionada se o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, é alvo de sanções da UE, Anouar El Anouni disse que não e recordou que "as decisões relativas a novas medidas restritivas são tomadas pelo Conselho da UE por unanimidade dos 27 Estados-membros".
Mojtaba Khamenei, filho do `ayatollah` Ali Khamenei, é o novo líder supremo do Irão, anunciou a televisão estatal iraniana este domingo à noite.
O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.
Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.
Com 56 anos, o filho de Ali Khamenei é uma figura reservada e não é visto em público há dias, de acordo com a agência noticiosa Associated Press.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já disse que o sucessor de Ali Khamenei será um alvo dos ataques ao país, tal como vários elementos da hierarquia iraniana que foram mortos.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão.
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
c/Lusa
"Não me quero demorar muito sobre o assunto, a não ser tomar nota do anúncio de um novo líder supremo do Irão. No entanto, gostaria de recordar que este regime cometeu ações que violam o direito internacional", disse o porta-voz da Comissão Europeia para os Assuntos Externos, Anouar El Anouni, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.
O porta-voz afirmou que o regime iraniano não respeitou acordos internacionais como o tratado de não-proliferação de armas nucleares, além de ter uma "longa lista" de violações dos direitos humanos, recordando a repressão das manifestações de janeiro.
"Milhares de cidadãos, incluindo milhares de crianças, foram mortos e assassinados por um regime que é de opressão, de repressão e de supressão. Também posso falar da lista de ameaças contra a União Europeia (UE), seja atividades híbridas em solo europeu ou detenções arbitrárias de cidadãos europeus", referiu.e
Anouar El Anouni defendeu ainda que "cabe ao povo iraniano escolher os seus representantes", frisando que a UE apoia a sua "aspiração plena e legítima a um futuro em que as suas liberdades fundamentais e direitos universais são protegidos e respeitados".
No que se refere à UE, o porta-voz afirmou que o bloco vai continuar a tentar proteger a sua segurança e os seus interesses, designadamente ao procurar "impedir que o Irão obtenha a arma nuclear", "travar o seu programa de mísseis balísticos" e "pôr fim às suas atividades desestabilizadores na região e na Europa".
"Vamos igualmente continuar a contribuir para todos os esforços diplomáticos que visem reduzir as tensões e procurar uma solução de longo prazo para este conflito", indicou.
Questionada se o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, é alvo de sanções da UE, Anouar El Anouni disse que não e recordou que "as decisões relativas a novas medidas restritivas são tomadas pelo Conselho da UE por unanimidade dos 27 Estados-membros".
Mojtaba Khamenei, filho do `ayatollah` Ali Khamenei, é o novo líder supremo do Irão, anunciou a televisão estatal iraniana este domingo à noite.
O sucessor do `ayatollah` Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, foi nomeado pela Assembleia de Peritos.
Mojtaba Khamenei não será apenas o líder político, mas também o responsável máximo do xiismo, uma corrente minoritária no islamismo, mas a maioria no Irão e com grande presença em países como o Iraque, Síria ou Líbano.
Com 56 anos, o filho de Ali Khamenei é uma figura reservada e não é visto em público há dias, de acordo com a agência noticiosa Associated Press.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já disse que o sucessor de Ali Khamenei será um alvo dos ataques ao país, tal como vários elementos da hierarquia iraniana que foram mortos.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão.
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
c/Lusa