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Ventura sobre combustíveis. Medidas anunciadas são "mais ou menos remendos"

Ventura sobre combustíveis. Medidas anunciadas são "mais ou menos remendos"

RTP /

O presidente do Chega disse hoje que as medidas anunciadas pelo Governo para fazer face ao aumento dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente "foram mais ou menos remendos" e que são precisas "medidas estruturais".

"Portanto, o que o Governo fez hoje foram mais ou menos alguns remendos, eles não são despiciendos, não devem ser desvalorizados, são alguns remendos, mas nós estamos numa crise estrutural que, aliás, o primeiro-ministro reconheceu, não por culpa própria, mas por uma situação internacional", afirmou André Ventura à margem de uma visita à 17ª edição da Qualifica -- Feira da Educação, Formação e Juventude.

Para o líder do Chega, "em momentos de crise estruturais tem de haver medidas estruturais e não remendos pontuais".

Entre essas medidas, André Ventura defendeu alterações no regime de IVA. "Há uma questão que tem de ser feita já, até porque os outros países estão a fazê-lo, a Espanha está a fazê-lo, a Grécia está a fazê-lo, a Itália está a fazê-lo, que é a redução do IVA sobre os combustíveis", disse.

O primeiro-ministro "disse que não era necessário pensar já no IVA" acrescentou. "Mas é necessário, porque o IVA é o imposto que está a causar uma enorme pressão sobre os combustíveis, uma vez que, à medida que ele avança, sendo um imposto sobre o consumo, ele repercute-se no bolso das pessoas diretamente e tem, sendo 23 por cento em Portugal, um aumento de quase um quarto do valor", argumentou.

André Ventura defendeu ainda que o Governo de Luís Montenegro "não quer" mexer no IVA porque, disse, "está a arrecadar dinheiro".

"Está a ganhar dinheiro à custa disto e não quer abdicar dessa receita, mas mais vale assumir isso do que fazer pequenos remendos que vão ter muito pouco efeito na vida das pessoas", afirmou.

Mas não é apenas nos combustíveis que o Chega defende alterações no regime de IVA, querendo o IVA zero nos produtos alimentares. "Atingimos o valor mais alto [no preço do cabaz alimentar] ontem, é muito preocupante, muita gente não consegue pôr comida na mesa", denunciou.

André Ventura disse ainda esperar "conseguir convencer o Governo a levar a cabo nas próximas semanas" aquelas duas alterações.

No final do Conselho de Ministro, Luís Montenegro garantiu que "não está em cima da mesa nenhuma intervenção ao nível do IVA", nem nos combustíveis, nem no cabaz alimentar.
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