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Zelensky anuncia ida de especialistas ucranianos em defesa aérea para os países do Golfo

Zelensky anuncia ida de especialistas ucranianos em defesa aérea para os países do Golfo

RTP /

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje que especialistas militares da Ucrânia estão a caminho do Qatar, dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita para ajudar a combater ataques com drones de fabrico iraniano.

Numa mensagem áudio enviada a jornalistas, Volodymyr Zelensky indicou que as três equipas de especialistas deverão chegar aos respetivos destinos ainda esta semana, no âmbito de acordos de cooperação firmados com estes Estados do Golfo.

Segundo Zelensky, os três países estão entre os primeiros que solicitaram apoio da Ucrânia nesta matéria, uma vez que Kiev adquiriu ampla experiência na interceção de drones iranianos utilizados pela Rússia na guerra iniciada com a invasão de fevereiro de 2022.

O líder ucraniano revelou na segunda-feira que, ao todo, 11 países --- incluindo os Estados Unidos e vários países europeus --- pediram assistência a Kiev para lidar com ataques de drones Shahed, armamento também utilizado pelo Irão em operações recentes no Médio Oriente.

A Ucrânia enfrenta quase diariamente ataques com drones Shahed de longo alcance lançados pela Rússia, que produz estes aparelhos em grande escala sob a designação Gueran-2.

Zelensky afirmou que, perante ataques em larga escala com este tipo de drones, "só a experiência ucraniana pode realmente ajudar hoje", segundo outra mensagem enviada aos jornalistas.

Em contrapartida pela assistência prestada, Kiev pediu aos aliados norte-americanos no Golfo que contribuam para suprir a escassez de mísseis para os sistemas de defesa aérea Patriot nas Forças Armadas ucranianas.

O presidente ucraniano destacou que a obtenção de mísseis PAC-2 e PAC-3 é uma prioridade para a Ucrânia, que necessita destes sistemas para intercetar mísseis balísticos russos.

Zelensky recordou ainda ter proposto há mais de um ano aos Estados Unidos um acordo de cooperação na produção de drones e sistemas de interceção, iniciativa que, segundo afirmou, não avançou por falta de interesse da administração norte-americana.
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