Fechar escolas com casos de H1N1 tem impacto limitado na contaminação
A Direcção-Geral de Saúde considera que o fecho de estabelecimentos de ensino onde se verifiquem casos de Gripe A tem um impacto limitado na redução do número de infectados. Pode, no entanto, "ter interesse proceder ao encerramento de salas ou turmas, em particuar nas fases iniciais da epidemia".
A posição da DGS revelada em nova circular informativa acontece numa altura em que o número de focos de Gripe A em escolas aumentou consideravelmente na última semana - 149.
"Dadas as múltiplas oportunidades de contágio noutros contextos da comunidade", a DGS considera que o encerramento de escolas tem pouco efeito no que respeita a evitar que o vírus se espalhe.
Já o fecho de salas de aula ou turmas é de ponderar principalmente "enquanto se verificar uma baixa actividade gripal na área onde os estabelecimentos de ensino se inserem".
Escola onde criança de 10 anos morreu vai continuar aberta
A directiva da DGS parece estar a ser seguida na escola frequentada pelo menino que faleceu a noite passada no D. Estefânia e que estava infectado com H1N1.
A delegada de saúde, que esteve esta manhã na escola, assegurou que o estabelecimento de ensino pode funcionar apesar de haver mais quatro casos suspeitos entre os alunos.
Pais devem estar atentos aos seguintes sintomas:
- febre
- tosse
- dores musculares
- falta de ar
- vómitosdiarreia
Em caso de dúvidas os pais devem contactar a Linha Saúde 24 - 808 24 24 24"Nós temos cinco casos (um dos quais o menino que morreu), mas nem todos foram diagnosticados laboratoriamente", disse Maria João Martins. "Três são irmãos que nem chegaram a ir à escola porque ficaram doentes no fim-de-semana".
A delegada de saúde reafirmou que as crianças devem fazer uma vida normal e os pais devem estar alertas para sintomas de gripe que possam desenvolver. "Neste momento a preocupação é que a criança doente fique em casa", disse a delegada de saúde.
Também o director regional de Educação considera que a escola tem condições para manter as portas abertas. "Esta situação, que naturalmente se lamenta, não justifica, no entanto e para já, a adopção de medidas extraordinárias", disse.