Bombardeamentos russos fazem quatro mortos e mais de 60 feridos na região de Kiev

Bombardeamentos russos fazem quatro mortos e mais de 60 feridos na região de Kiev

Intensos bombardeamentos russos atingiram Kiev e a sua região na última noite, tendo causado quatro mortos e mais de 60 feridos, informaram as autoridades locais.

Lusa /
Thomas Peter - Reuters

O balanço das vítimas dos bombardeamentos noturnos ascendeu a dois mortos e 56 feridos na capital, que foi "duramente atingida", indicou o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, no Telegram.

Duas outras pessoas foram mortas na região da capital e nove ficaram feridas, incluindo uma criança com idade inferior a 1 ano, indicou o chefe da administração regional, Mykola Kalachnyk.

Segundo Vitali Klitschko, "as equipas de resgate continuam a remover os escombros" e "os centros de saúde de Kiev funcionam normalmente e prestam assistência completa aos habitantes da capital".

A Força Aérea da Ucrânia informou, entretanto, em comunicado, neste bombardeamento, que teve a capital ucraniana como principal alvo, a Rússia utilizou mais de 600 drones e mísseis de vários tipos.

Um total de 549 drones inimigos foram abatidos e 55 mísseis russos intercetados neste ataque que tinha como "alvo principal Kiev", segundo a Força Aérea da Ucrânia.

Os militares ucranianos precisaram que a Rússia utilizou, entre outros, 54 mísseis de cruzeiro e mais de 30 mísseis balísticos.

"De acordo com dados provisórios, registaram-se impactos de 16 mísseis e de 51 drones em 54 pontos do país, bem como restos de drones abatidos em 54 locais", segundo o comunicado da Força Aérea.

De acordo com informação anterior do The Kyiv Independent, que citou grupos na Internet dedicados à observação e análise do conflito, a Rússia utilizou neste ataque cerca de 50 mísseis e até 700 drones contra território ucraniano, mas a capital do país foi o principal alvo de "um dos maiores ataques do último ano".

Jornalistas da agência France-Presse (AFP) em Kiev ouviram várias explosões que fizeram estremecer edifícios e viram balas traçantes (munições com uma carga pirotécnica na base e cuja trajetória é visível) a cortar o céu escuro.

Os jornalistas também ouviram tiros de metralhadora, provavelmente com o objetivo de abater um drone que sobrevoava o centro da cidade.

Poucas horas antes, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e a Embaixada dos EUA em Kiev manifestaram preocupação com a possibilidade de um iminente ataque aéreo russo contra o país.

Estes bombardeamentos ocorrem poucos dias após um ataque ucraniano mortal a uma escola secundária numa região ocupada pela Rússia, ao qual o Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu uma resposta militar.

 

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