Mundo
Guerra na Ucrânia
Está "a sair-se muito bem". Zelensky elogiado por Trump e apoiado por aliados
O presidente ucraniano acredita que um apoio mais forte por parte dos aliados do G7 pode pressionar a Rússia a negociar. Apelo reforçado pelo chanceler alemão e pelos elogios de Donald Trump, que considera que Volodymyr Zelensky se está a "sair muito bem" na guerra na Ucrânia.
Zelensky voltou a apelar ao reforço do apoio aliado, argumentando que este é o caminho para forçar Moscovo a negociar. O líder ucraniano defendeu mesmo que mais decisões firmes na cimeira do G7 serão decisivas para empurrar a Rússia para a mesa das negociações de paz.
Segundo Zelensky, os recentes ataques na Crimeia, "que afetaram o abastecimento de eletricidade e combustíveis", estão a estrangular a logística russa. E prometeu que a Ucrânia continuará a atacar instalações russas fundamentais na guerra.
"Instruí os nossos serviços de inteligência e militares a agirem preventivamente contra instalações que a Rússia usa para expandir o seu esforço de guerra", disse o presidente ucraniano no discurso diário, na quarta-feira.
Nas últimas 24 horas, drones ucranianos interromperam o fornecimento de energia na maior cidade da Crimeia, território controlado pela Rússia, e atacaram instalações no centro e sul do país.
“Forte sinal de apoio à Ucrânia”
Entre os apelos de Zelensky, os aliados europeus prometem enviar “um forte sinal de apoio à Ucrânia” na cimeira da NATO em Ancara, agendada para julho.
“A mensagem para a Rússia é: a Ucrânia permanece forte”, disse Friedrich Merz numa conferência de imprensa conjunta em Berlim, na quarta-feira, após os líderes europeus também terem conversado por videoconferência com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
A Alemanha “propõe que nós, como aliados europeus da NATO, asseguremos um forte compromisso de financiamento a Kiev”, afirmou ainda o chanceler alemão, assegurando que “o apoio da Europa não vacila”.
A cimeira da Aliança Atlântica decorre a 7 e 8 de julho na capital da Turquia e prevê-se a participação de líderes de 32 nações, entre eles Donald Trump.
Zelensky está a “sair-se muito bem"
O presidente norte-americano defendeu que o homólogo ucraniano está "a sair-se muito bem" na guerra contra a Rússia. Questionado pelos jornalistas sobre se Volodymyr Zelensky está de facto a vencer o conflito, o presidente norte-americano preferiu não responder diretamente, mas fez questão de elogiar a coragem do líder ucraniano.
Zelensky é corajoso, enalteceu Trump, que reconheceu também as contínuas perdas entre as forças ucranianas e russas na guerra.
O presidente dos Estados Unidos, que chegou a declarar que o líder ucraniano não tinha “as cartas na manga” para vencer contra a Rússia, afirmou na quarta-feira aos jornalistas no Salão Oval que Zelensky estava “a manter-se firme”.
“Muitas pessoas estão a morrer em ambos os lados, mas acho que ele está a sair-se muito bem”.
Já na semana passada, na cimeira do G7 em Évian, em França, o presidente norte-americano manifestou-se a favor da Ucrânia. O republicano, que alega ser próximo do homólogo russo Vladimir Putin, concordou em participar numa reunião com o presidente francês Emmanuel Macron e o presidente ucraniano.
O Estado-Maior da Ucrânia afirmou, na quarta-feira, que as forças de Kiev atacaram uma importante central de processamento de gás natural e dois centros de comunicação por satélite essenciais nos mais recentes ataques noturnos contra a Rússia. A campanha aérea da Ucrânia, que visa as instalações energéticas e as indústrias militares, intensificou-se à medida que Kiev constrói armas de longo alcance maiores e melhores para combater a invasão russa.
Em resposta, Zelensky referiu que Moscovo determinou a redistribuição de alguns sistemas de defesa aérea de regiões russas para a capital e para a Ponte de Kerch, na Crimeia, uma ligação crucial para o abastecimento das tropas russas.
Já o porta-voz da Presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, frisou que a situação na frente de combate está a agravar-se para a Ucrânia e em breve vai tornar-se irreversível. Peskov sublinhou que, por causa disso, a Ucrânia "está a responder como pode" contra a infraestrutura civil russa.
C/agências
Segundo Zelensky, os recentes ataques na Crimeia, "que afetaram o abastecimento de eletricidade e combustíveis", estão a estrangular a logística russa. E prometeu que a Ucrânia continuará a atacar instalações russas fundamentais na guerra.
"Instruí os nossos serviços de inteligência e militares a agirem preventivamente contra instalações que a Rússia usa para expandir o seu esforço de guerra", disse o presidente ucraniano no discurso diário, na quarta-feira.
Nas últimas 24 horas, drones ucranianos interromperam o fornecimento de energia na maior cidade da Crimeia, território controlado pela Rússia, e atacaram instalações no centro e sul do país.
“Forte sinal de apoio à Ucrânia”
Entre os apelos de Zelensky, os aliados europeus prometem enviar “um forte sinal de apoio à Ucrânia” na cimeira da NATO em Ancara, agendada para julho.
“A mensagem para a Rússia é: a Ucrânia permanece forte”, disse Friedrich Merz numa conferência de imprensa conjunta em Berlim, na quarta-feira, após os líderes europeus também terem conversado por videoconferência com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
A Alemanha “propõe que nós, como aliados europeus da NATO, asseguremos um forte compromisso de financiamento a Kiev”, afirmou ainda o chanceler alemão, assegurando que “o apoio da Europa não vacila”.
A cimeira da Aliança Atlântica decorre a 7 e 8 de julho na capital da Turquia e prevê-se a participação de líderes de 32 nações, entre eles Donald Trump.
Zelensky está a “sair-se muito bem"
O presidente norte-americano defendeu que o homólogo ucraniano está "a sair-se muito bem" na guerra contra a Rússia. Questionado pelos jornalistas sobre se Volodymyr Zelensky está de facto a vencer o conflito, o presidente norte-americano preferiu não responder diretamente, mas fez questão de elogiar a coragem do líder ucraniano.
Zelensky é corajoso, enalteceu Trump, que reconheceu também as contínuas perdas entre as forças ucranianas e russas na guerra.
O presidente dos Estados Unidos, que chegou a declarar que o líder ucraniano não tinha “as cartas na manga” para vencer contra a Rússia, afirmou na quarta-feira aos jornalistas no Salão Oval que Zelensky estava “a manter-se firme”.
“Muitas pessoas estão a morrer em ambos os lados, mas acho que ele está a sair-se muito bem”.
Já na semana passada, na cimeira do G7 em Évian, em França, o presidente norte-americano manifestou-se a favor da Ucrânia. O republicano, que alega ser próximo do homólogo russo Vladimir Putin, concordou em participar numa reunião com o presidente francês Emmanuel Macron e o presidente ucraniano.
O Estado-Maior da Ucrânia afirmou, na quarta-feira, que as forças de Kiev atacaram uma importante central de processamento de gás natural e dois centros de comunicação por satélite essenciais nos mais recentes ataques noturnos contra a Rússia. A campanha aérea da Ucrânia, que visa as instalações energéticas e as indústrias militares, intensificou-se à medida que Kiev constrói armas de longo alcance maiores e melhores para combater a invasão russa.
Em resposta, Zelensky referiu que Moscovo determinou a redistribuição de alguns sistemas de defesa aérea de regiões russas para a capital e para a Ponte de Kerch, na Crimeia, uma ligação crucial para o abastecimento das tropas russas.
Já o porta-voz da Presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, frisou que a situação na frente de combate está a agravar-se para a Ucrânia e em breve vai tornar-se irreversível. Peskov sublinhou que, por causa disso, a Ucrânia "está a responder como pode" contra a infraestrutura civil russa.
C/agências