Europa aposta na defesa antimíssil integrada com a Ucrânia

Europa aposta na defesa antimíssil integrada com a Ucrânia

Nove países europeus mais a Ucrânia criaram, esta segunda-feira, à margem da cimeira da Coligação da Boa Vontade, uma coligação para desenvolver "capacidades para um antimíssil balístico" integrado na Europa. O sistema irá basear-se em sistemas licenciados em França.

RTP / Adicionar como fonte informativa
O presidente ucraniano, Volodimyr Zelensky, durante a reunião da Coligação Míssil Antibalístico Integrado, no Quay d'Orsay, em Paris Foto: Tom Nicholson - Reuters

A Coligação Antimíssil Balístico Integrado, encarregada de aumentar as capacidades de defesa aérea da Ucrânia, concordou em estabelecer com a Ucrânia uma aliança integrada de defesa antimíssil balístico, informou a Presidência francesa em comunicado.

A decisão coube aos líderes da Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer assinou ainda, esta segunda-feira um empréstimo da UE para a defesa da Ucrânia, um dos seus últimos atos como primeiro-ministro do país para tentar melhorar as relações de Londres com o bloco, após anos de desentendimentos sobre o Brexit.

A reunião da Coligação Antimíssil Balístico Integrado decorreu à margem da cimeira da Coligação da Boa Vontade, que reuniu em Paris mais de 20 líderes mundiais sobre os apoios que poderão ser prestados à Ucrânia, na sua defesa contra a Rússia.

O antimíssil balístico irá basear-se em sistemas licenciados em França e constitui uma parte do pacote de apoio francês, que inclui ainda a defesa aérea, de acordo com a ministra Delegada das Forças Armadas, Alice Rufo, em declarações ao canal de televisão TF1.

"Esta ação não é dirigida contra nenhum povo, mas sim em defesa do nosso próprio povo", sublinharam os líderes da coligação antimíssil balístico, numa declaração conjunta.

"Criar um escudo poderoso em toda a Europa é uma forma de reforçar a nossa defesa", respondeu o presidente ucraniano à emissora X, sublinhando que esta coligação lhe permitiria fazê-lo "mais rapidamente e a um custo mais baixo".
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