Ministro da Defesa apresenta novo plano para quinto ano de guerra

Ministro da Defesa apresenta novo plano para quinto ano de guerra

O ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, apresentou hoje o plano da Ucrânia para o quinto ano de guerra, centrado em melhorar a defesa aérea, travar avanços inimigos e privar a Rússia de recursos.

Lusa /

Segundo um comunicado do seu ministério, Fedorov -- que tomou posse em janeiro deste ano - explicou que o novo plano para as Forças Armadas ucranianas, no quinto ano da guerra iniciada com a invasão russa, a 24 de fevereiro de 2022, responde à missão que lhes foi confiada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky: "Reforçar a defesa de maneira a obrigar o inimigo à paz".

Tais esforços, que Kiev deve combinar com "a diplomacia", segundo as diretivas de Zelensky, passam pelo encerramento do espaço aéreo à Rússia, porque "o país funciona" se o espaço aéreo ucraniano estiver seguro.

De acordo com o plano de Fedorov, o objetivo do Governo ucraniano é identificar 100% das ameaças aéreas e intercetar "no mínimo" 95% dos mísseis e drones russos.

Para esse fim, prevê-se "a criação de um sistema multicamadas" de defesas aéreas com sistemas intercetores, que ajudarão como contramedidas para deter, por exemplo, os drones Shahed, sistemas de tecnologia iraniana diariamente utilizados pelas forças russas.

O Ministério da Defesa ucraniano precisou que já ocorreram "mudanças de organização significativas" para desenvolver uma resposta sistemática a esses dispositivos utilizados nos bombardeamentos russos.

Para impedir os avanços russos na Ucrânia, seja por terra, mar ou no espaço cibernético, Fedorov pretende "melhorar o sistema de aquisições e completar a reforma da corporação militar, incluindo transformar o sistema de formação e a gestão de dados".

Segundo a Defesa ucraniana, a ação das Forças Armadas permite manter a linha da frente contra a agressão russa, cujas forças estão a avançar na região leste de Donetsk a um custo estimado de 156 soldados russos mortos por quilómetro quadrado.

"O nosso objetivo é atingir mais de 200 ocupantes mortos por quilómetro quadrado", indicou o ministério ucraniano.

"Esse é o nível de baixas a partir do qual o avanço se torna impossível", acrescentou o ministério no comunicado, que também refere que Moscovo prossegue a sua ofensiva porque ainda dispõe de petróleo para financiar o esforço de guerra.

"A Ucrânia está a preparar uma estratégia para tornar o défice orçamental da Rússia o maior da história", segundo o ministério de Fedorov, que apontará à "frota fantasma russa", com a qual Moscovo negoceia hidrocarbonetos e contorna as sanções internacionais.

Para tal, o plano ucraniano inclui o reforço das sanções, a coordenação com parceiros internacionais, o desenvolvimento de uma estratégia de combate à frota clandestina e a realização de operações conjuntas com os parceiros no mar.

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