Ministro polaco agradece envio de soldados pelos Estados Unidos
O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, agradeceu hoje ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o anúncio do envio de 5.000 soldados norte-americanos para a Polónia.
"Quero agradecer ao Presidente Trump pelo anúncio (...) e pelo facto de a presença de tropas norte-americanas na Polónia se manter mais ou menos nos níveis pré-pandemia", disse numa reunião da NATO que decorre na Suécia.
"Tudo está bem quando acaba bem", referiu.
Depois de meses de críticas à NATO e declarações sobre a redução de efetivos americanos nos países europeus da Aliança, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, na quinta-feira à noite, na plataforma Truth Social, que enviará 5.000 militares para a Polónia.
"Após a bem-sucedida eleição do atual presidente da Polónia, Karol Nawrocki, a quem tive a honra de apoiar, e dada a nossa relação com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5.000 soldados para a Polónia", declarou numa breve mensagem na sua rede social, Truth Social, sem adiantar mais pormenores.
O presidente norte-americano referiu-se a estas tropas como adicionais, mas não ficou imediatamente claro se isso significava novas tropas ou se Trump estava a restabelecer um plano anterior de envio de 4.000 soldados norte-americanos, que já estava planeado, mas que recentemente foi colocado em causa por Washington.
O vice-presidente JD Vance já tinha declarado na terça-feira que este envio estava adiado, e não cancelado, ao mesmo tempo que defendia uma maior autonomia europeia em matéria de defesa.
"Precisamos de mais soberania e que a Europa se sustente por si só. Esta continua a ser a nossa estratégia na Europa", declarou Vance durante uma conferência de imprensa.
Questionado sobre os 4.000 soldados, respondeu: "É um atraso na rotação de tropas".
Estes movimentos de tropas norte-americanas estão a ser acompanhados de perto, depois de o Presidente dos EUA ter ameaçado punir os aliados europeus que não apoiassem a sua guerra contra o Irão.
O Pentágono já tinha anunciado em maio a retirada de 5.000 soldados da Alemanha.
O anúncio da retirada foi interpretado como uma reação às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, à falta de estratégia norte-americana no conflito com o Irão e ao resultado "humilhante" deste para Washington.
Trump afirmou que esta redução poderia ser maior e anunciou, no início deste mês, que ponderava retirar tropas também de Itália, após a primeira-ministra Giorgia Meloni ter defendido o Papa Leão XIV dos ataques do líder norte-americano.
Hoje, também o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, se congratulou com o anúncio, apesar de ter frisado que a Europa deve continuar a reforçar as suas defesas para reduzir dependências.
"Congratulo-me com o anúncio (...). Mas sejamos claros: o caminho que seguimos é o de uma Europa mais forte e de uma NATO mais forte, garantindo que, com o tempo, passo a passo, dependamos menos de um único aliado, como temos feito há tanto tempo, que são os Estados Unidos", afirmou Rutte, antes do início da reunião de ministros dos negócios estrangeiros da NATO.