PR francês insiste que a UE deve libertar a ajuda prometida a Kiev
O Presidente francês insistiu hoje que a União Europeia (UE) deve libertar a ajuda prometida de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, lembrando que o país é a "primeira linha de defesa" da Europa contra a Rússia.
"Nada justifica questionar isso", afirmou Emmanuel Macron na rede social Twitter, sublinhando que o objetivo é "que a Ucrânia resista e que a Rússia entenda que o tempo não está a seu favor".
O presidente francês prometeu ainda que a pressão sobre a economia de guerra da Rússia vai continuar, com mais sanções e ações contra a chamada "frota fantasma russa", ou seja, os navios utilizados por Moscovo para exportar petróleo, contornando as sanções internacionais.
As palavras de Macron sobre a ajuda financeira da UE à Ucrânia ecoaram com particular força, devido à resistência da Hungria.
A Hungria exige a restauração do fluxo de petróleo russo, que recebe através de um oleoduto atualmente encerrado na Ucrânia, como condição para a aprovação da ajuda financeira aos ucranianos.
Nesta mensagem, o chefe de Estado francês aproveitou para refletir sobre a guerra desde a invasão em larga escala da Ucrânia pelas tropas russas há exatos quatro anos, em 24 de fevereiro de 2022, sublinhado que foi "um triplo fracasso para a Rússia: militar, económico e estratégico".
Macron sublinhou que guerra "fortaleceu a NATO", cuja expansão a Rússia procurava impedir, mas também porque uniu os europeus -- que a Rússia pretendia enfraquecer - e "expôs a fragilidade de um imperialismo de outra era", numa clara alusão às ambições do presidente russo, Vladimir Putin.
O líder francês - que copreside hoje uma videoconferência com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, da chamada "Coligação de Dispostos" que apoiam a Ucrânia -- referiu que os países europeus devem continuar a avançar na concretização das garantias de segurança para a Ucrânia em caso de cessar-fogo ou acordo de paz.
O presidente francês afirma que também garantirá que "os interesses dos europeus sejam devidamente considerados nas discussões" ao abordar "a arquitetura de segurança necessária para o nosso continente".
"Aqueles que pensam que podem contar com o nosso cansaço estão enganados. Estamos e permaneceremos ao lado da Ucrânia", concluiu o líder de França.