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Pyongyang vai enterrar soldados norte-coreanos mortos na guerra na Ucrânia

Pyongyang vai enterrar soldados norte-coreanos mortos na guerra na Ucrânia

A Coreia do Norte vai realizar uma cerimónia de enterro, em meados de abril, para os soldados norte-coreanos mortos enquanto lutavam ao lado da Rússia contra a Ucrânia, anunciou hoje a imprensa estatal.

Lusa /
Foto: KCNA via Reuters

O regime de Pyongyang está a construir um museu em homenagem aos soldados caídos, um projeto que está quase concluído, de acordo com a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

O museu será inaugurado em meados de abril, e será realizada uma cerimónia para o "sepultamento solene dos restos mortais dos mártires", informou a agência.

De acordo com a KCNA, a cerimónia será realizada "no primeiro aniversário do fim das operações de libertação de Kursk" --- uma região russa onde as forças ucranianas lançaram uma operação militar no verão de 2024.

O líder norte-coreano Kim Jong-un visitou o local do futuro museu em fevereiro, elogiou o "grande heroísmo" dos soldados caídos e descreveu o museu como "um lugar para a educação patriótica", segundo a agência.

Os dois países celebraram em 2024 um acordo de defesa mútua, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, e Pyongyang enviou tropas terrestres e sistemas de armas para apoiar Moscovo.

O país isolado, empobrecido e muito vulnerável a catástrofes naturais, recebe em troca ajuda financeira, alimentos e energia, além de tecnologias militares, de acordo com analistas.

Os serviços de inteligência sul-coreanos e ocidentais estimam que a Coreia do Norte enviou milhares de soldados para a Rússia, principalmente para a região de Kursk, bem como granadas, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance.

De acordo com Seul, pelo menos dois mil soldados norte-coreanos foram mortos e milhares de outros ficaram feridos durante este conflito.

A Coreia do Norte confirmou em abril de 2025 que tinha enviado tropas para apoiar a invasão russa e admitiu que alguns soldados foram mortos em combate. Desde então, Kim Jong-un tem realizado várias cerimónias em memória dos soldados.

Em 24 de março, o líder norte-coreano demonstrou a "vontade inabalável" de apoiar a Rússia, numa carta de agradecimento dirigida ao homólogo russo, Vladimir Putin, informou hoje a KCNA.

"Pyongyang estará sempre ao lado de Moscovo. É a nossa escolha e a nossa vontade inabalável", declarou Kim, na carta enviada ao chefe de Estado russo, citada pela agência.

"Atualmente, a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] e a Rússia cooperam estreitamente para defender a soberania de ambos os países", salientou Kim, referindo-se à Coreia do Norte pelo nome oficial do país.

Na carta, Kim Jong-un agradeceu ainda ao Kremlin que o felicitou pela reeleição, no domingo, para a presidência dos Assuntos de Estado, o cargo mais alto do poder na Coreia do Norte.

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