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Guerra na Ucrânia
Ucrânia. EUA prontos para mediar conflito entre avisos da Rússia para estrangeiros abandonarem Kiev
Os Estados Unidos continuam prontos para mediar o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, afirmou Marco Rubio esta terça-feira, depois de uma conversa telefónica com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros. Moscovo instou, na segunda-feira os residentes estrangeiros na capital ucraniana, incluindo pessoal diplomático, a abandonar Kiev, em antecipação de novos bombardeamentos.
Novos "ataques serão realizados contra centros de decisão" e "empresas do complexo militar-industrial" em Kiev, alertou o ministério, sem especificar um prazo para estes ataques.
“Estamos a alertar os cidadãos estrangeiros, incluindo funcionários de missões diplomáticas e organizações internacionais, para a necessidade de abandonarem a cidade o mais rapidamente possível, e os residentes da capital ucraniana para que não se aproximem das infraestruturas militares e administrativas”, acrescentou.
O Ministério refere ainda que as forças armadas russas "estão a iniciar ataques sistemáticos contra instalações localizadas em Kiev que são utilizadas para as necessidades das Forças Armadas da Ucrânia, bem como contra centros onde estão a ser tomadas decisões correspondentes".
A advertência dias depois dos bombardeamentos mais intensos contra Kiev desde o início do conflito a 24 de fevereiro de 2022.
Apesar deste aviso sobre Kiev, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que se encontra de visita à Índia, sublinhou esta terça-feira que “os Estados Unidos estão prontos e dispostos a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para facilitar o fim desta guerra, e esperamos que a oportunidade se apresente em algum momento”.
Segundo Rubio, Lavrov reiterou o aviso aos EUA para que retirassem os seus diplomatas da capital ucraniana. “Enviaram um comunicado a todas as embaixadas, e penso que ele me estava a ligar pessoalmente para me dizer – disseram a todas as representações diplomáticas – que Kiev vai ser um lugar muito perigoso – Kiev já é um lugar muito perigoso há vários anos.”
A Rússia já tinha solicitado ao pessoal diplomático estrangeiro que abandonasse a capital ucraniana antes do desfile de 9 de maio na Praça Vermelha de Moscovo, ameaçando a Ucrânia com represálias caso interrompesse as celebrações da vitória sobre a Alemanha nazi. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou então um cessar-fogo temporário de última hora entre os dois países.
Kiev fala em “chantagem descarada”
O ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia classificou o anúncio da Rússia sobre uma campanha de ataques contra centros de comando e empresas da indústria militar em Kiev como "chantagem descarada".
O governo e diplomacia ucranianos agradeceram às missões diplomáticas estrangeiras que mantiveram os seus funcionários na capital, apesar dos alertas russos para que deixassem o país o mais rápido possível por motivos de segurança.
"De acordo com avaliações do lado ucraniano, o nível geral de ameaças à segurança que a Rússia representa para Kiev e outras cidades ucranianas permanece o mesmo que nos anos e meses anteriores", segundo comunicado.O texto do ministério dos Negócios Estrangeiros adianta que a Rússia tem usado regularmente “todo o seu arsenal de mísseis e drones letais contra a capital ucraniana” desde o início da guerra e, portanto, não considera haver risco maior.
“Para combater a intimidação russa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia está pronto para ajudar no reforço da segurança das missões diplomáticas estrangeiras, caso seja solicitado”, lê-se ainda.
O embaixador da União Europeia na Ucrânia e outros diplomatas de países parceiros de Kiev reagiram ao anúncio russo de uma nova campanha de bombardeamentos maciços contra a capital ucraniana, afirmando que não têm intenção de deixar a cidade.
A chefe da missão da União Europeia em Kiev, Katarina Mathernova, considera que o alerta russo procura semear o pânico.
"A Rússia quer medo. Pânico. Isolamento da Ucrânia. Isto não vai funcionar", escreveu nas redes sociais. "A União Europeia não vai a lado nenhum. Ficaremos em Kiev. Ficaremos com a Ucrânia".
O anúncio dos iminentes bombardeamentos russos na capital ucraniana surge após ataques russos particularmente maciços contra a Ucrânia no fim de semana, incluindo a capital, que fizeram pelo menos quatro mortos e cerca de uma centena de feridos. A Rússia disparou um míssil Oreshnik de última geração pela terceira vez desde o início do conflito.
As negociações sob mediação dos EUA para pôr fim ao conflito mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial estão paradas desde o início da guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro.
A administração do presidente norte-americano, Donald Trump, pressionou para o fim dos combates, organizando rondas de negociações entre os dois lados em Abu Dhabi, bem como em Genebra, em fevereiro.
“Estamos a alertar os cidadãos estrangeiros, incluindo funcionários de missões diplomáticas e organizações internacionais, para a necessidade de abandonarem a cidade o mais rapidamente possível, e os residentes da capital ucraniana para que não se aproximem das infraestruturas militares e administrativas”, acrescentou.
O Ministério refere ainda que as forças armadas russas "estão a iniciar ataques sistemáticos contra instalações localizadas em Kiev que são utilizadas para as necessidades das Forças Armadas da Ucrânia, bem como contra centros onde estão a ser tomadas decisões correspondentes".
A advertência dias depois dos bombardeamentos mais intensos contra Kiev desde o início do conflito a 24 de fevereiro de 2022.
Apesar deste aviso sobre Kiev, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que se encontra de visita à Índia, sublinhou esta terça-feira que “os Estados Unidos estão prontos e dispostos a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para facilitar o fim desta guerra, e esperamos que a oportunidade se apresente em algum momento”.
“Cada vez que vemos estes grandes ataques de um lado ou do outro, é um lembrete de porque é que esta é uma guerra terrível, que já dura há mais tempo do que a Segunda Guerra Mundial, e precisa de acabar.”
O secretário de Estado norte-americano alertou ainda para a ameaça de uma escalada ainda maior no conflito, que já dura há quatro anos.
“O perigo em todas estas guerras, à medida que continuam, é que existe sempre a ameaça de escalada, de se transformarem em algo novo.”
“O perigo em todas estas guerras, à medida que continuam, é que existe sempre a ameaça de escalada, de se transformarem em algo novo.”
Segundo Rubio, Lavrov reiterou o aviso aos EUA para que retirassem os seus diplomatas da capital ucraniana. “Enviaram um comunicado a todas as embaixadas, e penso que ele me estava a ligar pessoalmente para me dizer – disseram a todas as representações diplomáticas – que Kiev vai ser um lugar muito perigoso – Kiev já é um lugar muito perigoso há vários anos.”
A Rússia já tinha solicitado ao pessoal diplomático estrangeiro que abandonasse a capital ucraniana antes do desfile de 9 de maio na Praça Vermelha de Moscovo, ameaçando a Ucrânia com represálias caso interrompesse as celebrações da vitória sobre a Alemanha nazi. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou então um cessar-fogo temporário de última hora entre os dois países.
Kiev fala em “chantagem descarada”
O ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia classificou o anúncio da Rússia sobre uma campanha de ataques contra centros de comando e empresas da indústria militar em Kiev como "chantagem descarada".
O governo e diplomacia ucranianos agradeceram às missões diplomáticas estrangeiras que mantiveram os seus funcionários na capital, apesar dos alertas russos para que deixassem o país o mais rápido possível por motivos de segurança.
"De acordo com avaliações do lado ucraniano, o nível geral de ameaças à segurança que a Rússia representa para Kiev e outras cidades ucranianas permanece o mesmo que nos anos e meses anteriores", segundo comunicado.O texto do ministério dos Negócios Estrangeiros adianta que a Rússia tem usado regularmente “todo o seu arsenal de mísseis e drones letais contra a capital ucraniana” desde o início da guerra e, portanto, não considera haver risco maior.
“Para combater a intimidação russa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia está pronto para ajudar no reforço da segurança das missões diplomáticas estrangeiras, caso seja solicitado”, lê-se ainda.
O embaixador da União Europeia na Ucrânia e outros diplomatas de países parceiros de Kiev reagiram ao anúncio russo de uma nova campanha de bombardeamentos maciços contra a capital ucraniana, afirmando que não têm intenção de deixar a cidade.
A chefe da missão da União Europeia em Kiev, Katarina Mathernova, considera que o alerta russo procura semear o pânico.
"A Rússia quer medo. Pânico. Isolamento da Ucrânia. Isto não vai funcionar", escreveu nas redes sociais. "A União Europeia não vai a lado nenhum. Ficaremos em Kiev. Ficaremos com a Ucrânia".
O anúncio dos iminentes bombardeamentos russos na capital ucraniana surge após ataques russos particularmente maciços contra a Ucrânia no fim de semana, incluindo a capital, que fizeram pelo menos quatro mortos e cerca de uma centena de feridos. A Rússia disparou um míssil Oreshnik de última geração pela terceira vez desde o início do conflito.
Conversações tripartidas estão congeladas
A administração do presidente norte-americano, Donald Trump, pressionou para o fim dos combates, organizando rondas de negociações entre os dois lados em Abu Dhabi, bem como em Genebra, em fevereiro.
Mas, desde então, as negociações tripartidas estão efetivamente congeladas, embora Moscovo e Kiev afirmem estar prontos para as retomar. O progresso para o fim do conflito é lento, principalmente devido às divergências sobre a questão territorial.
c/agências