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Guerra na Ucrânia
Trump confirma encontro com Zelensky e frisa que Moscovo deve chegar a acordo
O presidente norte-americano confirmou que se vai reencontrar esta terça-feira com o homólogo ucraniano à margem da cimeira do G7 que está a decorrer na cidade costeira de Évian-les-Bains, em França. Donald Trump acredita ainda que Moscovo quer chegar a um acordo com Kiev.
Os Estados Unidos estavam "focados no Irão" até agora, reconheceu o líder norte-americano, indicando que queria agora abordar a questão da Ucrânia, não por razões financeiras, mas devido ao custo humano.
"A única razão pela qual me estou a envolver é que não gosto de ver morrer 25 mil jovens todos os meses, a maioria soldados, jovens e bonitos", acrescentou o presidente dos EUA à margem da cimeira do G7.
"Todos os meses morrem 25 mil pessoas, jovens, que estão apenas a começar a viver. Vão para a frente de batalha e são despedaçados, e a Ucrânia também está a perder muita gente."
"Admitam que tudo isto é ridículo. Por isso, sim, vou fazer tudo o que puder" para pôr um ponto final, acrescentou.
Questionado sobre um encontro com o presidente ucraniano, frisou que teve "uma boa reunião" e que se vão reencontrar “mais tarde".
As declarações do inquilino da Casa Branca surgem depois de Volodymyr Zelensky ter participado numa reunião de trabalho dedicada à paz e segurança na Ucrânia e na Europa.
O último encontro entre Trump e Zelensky decorreu no final de dezembro, na residência de Mar-a-Lago, na Florida, pertencente ao presidente norte-americano. Volodymyr Zelensky chegou na manhã desta terça-feira a Évian, nos Alpes franceses, com o objetivo de convencer as principais potências industrializadas — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — a unirem-se unanimemente em apoio da causa ucraniana.
O líder ucraniano foi recebido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, nos jardins do Hotel Royal, nas margens do Lago de Genebra, onde arrancou a cimeira do G7 na noite de segunda-feira. Os dois trocaram um caloroso abraço e caminharam juntos até à entrada principal do hotel antes de uma reunião privada que durou cerca de vinte minutos.
Desde o início do conflito, em fevereiro de 2022, a Ucrânia sofreu uma mudança estratégica, tornando-se um ator importante na indústria de defesa, principalmente através da produção de drones, mas continua a necessitar desesperadamente do apoio ocidental.
Segundo os europeus, a Rússia, pressionada pelas sanções internacionais, começa a dar sinais de fraqueza.
Na segunda-feira, Zelensky anunciou que tinha proposto um encontro com o seu homólogo russo nos Estados Unidos durante uma conversa telefónica com Donald Trump no domingo. “Discutimos com o presidente Trump a possibilidade de realizar um encontro deste tipo nos Estados Unidos, num formato que Putin teria muito mais dificuldade em recusar”, afirmou Zelensky na rede social X. “Veremos o que acontece”.
Uma possibilidade que já foi afastada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov garantiu que o presidente russo não recebeu qualquer convite para um encontro entre os dois líderes e que atualmente não existem canais de comunicação entre Kiev e Moscovo.
"A única razão pela qual me estou a envolver é que não gosto de ver morrer 25 mil jovens todos os meses, a maioria soldados, jovens e bonitos", acrescentou o presidente dos EUA à margem da cimeira do G7.
"Todos os meses morrem 25 mil pessoas, jovens, que estão apenas a começar a viver. Vão para a frente de batalha e são despedaçados, e a Ucrânia também está a perder muita gente."
"Admitam que tudo isto é ridículo. Por isso, sim, vou fazer tudo o que puder" para pôr um ponto final, acrescentou.
Questionado sobre um encontro com o presidente ucraniano, frisou que teve "uma boa reunião" e que se vão reencontrar “mais tarde".
As declarações do inquilino da Casa Branca surgem depois de Volodymyr Zelensky ter participado numa reunião de trabalho dedicada à paz e segurança na Ucrânia e na Europa.
O último encontro entre Trump e Zelensky decorreu no final de dezembro, na residência de Mar-a-Lago, na Florida, pertencente ao presidente norte-americano. Volodymyr Zelensky chegou na manhã desta terça-feira a Évian, nos Alpes franceses, com o objetivo de convencer as principais potências industrializadas — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — a unirem-se unanimemente em apoio da causa ucraniana.
O líder ucraniano foi recebido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, nos jardins do Hotel Royal, nas margens do Lago de Genebra, onde arrancou a cimeira do G7 na noite de segunda-feira. Os dois trocaram um caloroso abraço e caminharam juntos até à entrada principal do hotel antes de uma reunião privada que durou cerca de vinte minutos.
Desde o início do conflito, em fevereiro de 2022, a Ucrânia sofreu uma mudança estratégica, tornando-se um ator importante na indústria de defesa, principalmente através da produção de drones, mas continua a necessitar desesperadamente do apoio ocidental.
Segundo os europeus, a Rússia, pressionada pelas sanções internacionais, começa a dar sinais de fraqueza.
Na segunda-feira, Zelensky anunciou que tinha proposto um encontro com o seu homólogo russo nos Estados Unidos durante uma conversa telefónica com Donald Trump no domingo. “Discutimos com o presidente Trump a possibilidade de realizar um encontro deste tipo nos Estados Unidos, num formato que Putin teria muito mais dificuldade em recusar”, afirmou Zelensky na rede social X. “Veremos o que acontece”.
Uma possibilidade que já foi afastada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov garantiu que o presidente russo não recebeu qualquer convite para um encontro entre os dois líderes e que atualmente não existem canais de comunicação entre Kiev e Moscovo.
"Atualmente, não existem canais oficiais entre Kiev e Moscovo", disse Peskov, fazendo eco das declarações de Putin de que Zelensky poderia ir a Moscovo para negociações.
c/agências