Mundo
Guerra na Ucrânia
Ucrânia ataca petroleiros russos enquanto Kiev é atacada pela Rússia
As forças ucranianas atacaram esta madrugada refinarias russas nas regiões de Saratov e Tartaristão, depois de terem bombardeado uma dúzia de petroleiros da "frota sombra" russa que estava a transportar combustível à Crimeia.
O exército ucraniano atacou duas refinarias de petróleo russas nas regiões de Saratov e Tartaristão e ainda um aeródromo na região de Voronezh, de acordo com o Estado-Maior das Forças Armadas.
Um comunicado divulgado no Telegram, as autoridades ucranianas acrescentaram que incêndios foram registados tanto na refinaria de Saratov quanto na refinaria TAIF-NK, na cidade de Nizhnekamsk, petroquímica que processa mais de 8 milhões de toneladas anuais de crude e gás condensado. E outro atingiu uma refinaria da Tatneft com capacidade de processamento de 16,2 milhões de toneladas de petróleo por ano.
Também o canal ucraniano Exilenova+, especializado em informações sobre ataques de drones contra a retaguarda russa, relatou ofensivas contra a refinaria de Saratov e contra uma empresa petroquímica no Tatarstão, nas primeiras horas desta quarta-feira.
O governador de Saratov deu conta, nas redes sociais, que “como consequência do ataque de drones inimigos há danos em infraestruturas críticas”.
“Há feridos, todos a receber a assistência médica necessária. Uma pessoa morreu. As nossas profundas condolências aos familiares e próximos. A família receberá o apoio necessário”, acrescentou Roman Busargin.
Já o presidente da câmara de Saratov, Igor Molchanov, indicou que, após o ataque, ficaram danificados os vidros de várias instituições civis na cidade.
No sul da Rússia, dois petroleiros que se dirigiam para o porto de Rostov foram atingidos por drones ucranianos, segundo informou no Telegram o governador da região de Rostov, Yury Slyusar, que assinalou que "duas pessoas ficaram ligeiramente feridas".
"Os petroleiros não transportavam carga, não houve derrame de hidrocarbonetos", continuou, acrescentando que durante o ataque foram repelidos cerca de 70 drones sobre onze distritos da região.
Nos últimos dias, as forças de drones da Ucrânia disseram ter atingido oito embarcações sujeitas a sanções no Mar de Azov, cada uma com um porte bruto de cerca de 7.000 toneladas. Kiev sob ataque
Os ataques ucranianos aconteceram ao mesmo tempo que Kiev foi alvo de um ataque com mísseis russos.
De acordo com o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, pelo menos duas pessoas ficaram feridas e pelo menos duas infraestruturas foram incendiadas. Ataque que ocorre após os bombardeamentos russos – incluindo múltiplos impactos de mísseis na capital ucraniana – que mataram 30 pessoas na segunda-feira.
As Forças Armadas russas já tinham lançado um ataque contra Kiev na noite de terça-feira, atingindo a fábrica da Samsung-Ucrânia, que produz peças para mísseis ucranianos Flamingo, e uma oficina de montagem de drones, informou o Ministério da Defesa russo.
"Em resposta aos ataques terroristas ucranianos contra a infraestrutura civil na Rússia, as Forças Armadas lançaram um ataque com armas de precisão terrestres contra instalações militares e industriais ucranianas em Kiev", declarou um comandante militar russo na MAX, a rede de mensagens russa.
Segundo o Ministério da Defesa, o ataque atingiu uma fábrica da Samsung-Ucrânia que produz e armazena componentes para mísseis de cruzeiro terrestres FP-5 Flamingo, bem como uma oficina de montagem de drones de longo e médio alcance.
A Força Aérea Ucraniana reconheceu que as suas defesas aéreas foram incapazes de intercetar qualquer um dos mísseis lançados pela Rússia.
De acordo com o relatório divulgado pela Força Aérea Ucraniana, a Rússia utilizou dois mísseis Kh-31P e cinco mísseis balísticos Iskander-M e S-400 neste ataque. Nenhum dos cinco mísseis balísticos foi abatido e todos atingiram seus alvos, segundo a Força Aérea Ucraniana, que especificou que os dois mísseis Kh-31P não foram destruídos no ar, mas não atingiram os alvos.
A Ucrânia já tinha sido atacada na segunda-feira com 29 mísseis balísticos, nenhum dos quais foi intercetado pelas defesas aéreas ucranianas.
C/Lusa
Um comunicado divulgado no Telegram, as autoridades ucranianas acrescentaram que incêndios foram registados tanto na refinaria de Saratov quanto na refinaria TAIF-NK, na cidade de Nizhnekamsk, petroquímica que processa mais de 8 milhões de toneladas anuais de crude e gás condensado. E outro atingiu uma refinaria da Tatneft com capacidade de processamento de 16,2 milhões de toneladas de petróleo por ano.
Também o canal ucraniano Exilenova+, especializado em informações sobre ataques de drones contra a retaguarda russa, relatou ofensivas contra a refinaria de Saratov e contra uma empresa petroquímica no Tatarstão, nas primeiras horas desta quarta-feira.
O governador de Saratov deu conta, nas redes sociais, que “como consequência do ataque de drones inimigos há danos em infraestruturas críticas”.
“Há feridos, todos a receber a assistência médica necessária. Uma pessoa morreu. As nossas profundas condolências aos familiares e próximos. A família receberá o apoio necessário”, acrescentou Roman Busargin.
Já o presidente da câmara de Saratov, Igor Molchanov, indicou que, após o ataque, ficaram danificados os vidros de várias instituições civis na cidade.
No sul da Rússia, dois petroleiros que se dirigiam para o porto de Rostov foram atingidos por drones ucranianos, segundo informou no Telegram o governador da região de Rostov, Yury Slyusar, que assinalou que "duas pessoas ficaram ligeiramente feridas".
"Os petroleiros não transportavam carga, não houve derrame de hidrocarbonetos", continuou, acrescentando que durante o ataque foram repelidos cerca de 70 drones sobre onze distritos da região.
Nos últimos dias, as forças de drones da Ucrânia disseram ter atingido oito embarcações sujeitas a sanções no Mar de Azov, cada uma com um porte bruto de cerca de 7.000 toneladas. Kiev sob ataque
Os ataques ucranianos aconteceram ao mesmo tempo que Kiev foi alvo de um ataque com mísseis russos.
De acordo com o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, pelo menos duas pessoas ficaram feridas e pelo menos duas infraestruturas foram incendiadas. Ataque que ocorre após os bombardeamentos russos – incluindo múltiplos impactos de mísseis na capital ucraniana – que mataram 30 pessoas na segunda-feira.
As Forças Armadas russas já tinham lançado um ataque contra Kiev na noite de terça-feira, atingindo a fábrica da Samsung-Ucrânia, que produz peças para mísseis ucranianos Flamingo, e uma oficina de montagem de drones, informou o Ministério da Defesa russo.
"Em resposta aos ataques terroristas ucranianos contra a infraestrutura civil na Rússia, as Forças Armadas lançaram um ataque com armas de precisão terrestres contra instalações militares e industriais ucranianas em Kiev", declarou um comandante militar russo na MAX, a rede de mensagens russa.
Segundo o Ministério da Defesa, o ataque atingiu uma fábrica da Samsung-Ucrânia que produz e armazena componentes para mísseis de cruzeiro terrestres FP-5 Flamingo, bem como uma oficina de montagem de drones de longo e médio alcance.
A Força Aérea Ucraniana reconheceu que as suas defesas aéreas foram incapazes de intercetar qualquer um dos mísseis lançados pela Rússia.
De acordo com o relatório divulgado pela Força Aérea Ucraniana, a Rússia utilizou dois mísseis Kh-31P e cinco mísseis balísticos Iskander-M e S-400 neste ataque. Nenhum dos cinco mísseis balísticos foi abatido e todos atingiram seus alvos, segundo a Força Aérea Ucraniana, que especificou que os dois mísseis Kh-31P não foram destruídos no ar, mas não atingiram os alvos.
A Ucrânia já tinha sido atacada na segunda-feira com 29 mísseis balísticos, nenhum dos quais foi intercetado pelas defesas aéreas ucranianas.
C/Lusa