Zelensky diz que ataque à Catedral é "um dos crimes mais graves"
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou esta segunda-feira que o ataque à Catedral da Dormição em Kiev constitui "um dos crimes mais graves cometidos pela Rússia contra a cultura cristã até à data".
O Presidente ucraniano denunciou hoje o ataque lançado pelo exército russo contra a capital ucraniana, Kiev, e outros locais do país, entre os quais a Catedral da Dormição, localizada no Mosteiro das Grutas de Kiev (Kyiv Pechersk Lavra), que sofreu um incêndio em consequência do ataque.
"É uma igreja cuja história remonta ao século XI", recordou, acrescentando que as equipas do Serviço de Emergência do Estado conseguiram extinguir as chamas no telhado do complexo.
It is important that the world does not remain silent in response to this latest act of Russian barbarism. This strike on the Lavra is an attack on the Christian community and on the cultural heritage of humanity. There can be no justification for this or for any other similar… https://t.co/OFz6SmppIE
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 15, 2026
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, realçou que o Presidente russo, Vladimir Putin, "gravou para sempre o seu nome na lista dos piores bárbaros da história" com o ataque ao Mosteiro das Grutas de Kiev (Kyiv Pechersk Lavra), "um dos locais mais sagrados da cristandade".
By striking the Kyiv Pechersk Lavra, one of the greatest holy sites of Christianity, Putin has forever put his name on the list of history’s worst barbarians.
— Andrii Sybiha 🇺🇦 (@andrii_sybiha) June 15, 2026
He should be damned for centuries. And he will lose this war.
From the Horde in the 13th century to the Nazis and… pic.twitter.com/yatMafK68E
O Metropolita Epifânio de Kiev, chefe da Igreja Ortodoxa Ucraniana, denunciou o ataque como um "crime contra a humanidade, a história e o cristianismo".
Uma das fachadas da catedral ficou danificada, o telhado parcialmente destruído e mais de uma dezena de camiões de bombeiros foram enviados para o local.
A Catedral da Dormição, em Kiev, já tinha sofrido danos ligeiros em duas ocasiões devido a ataques russos, segundo informações da própria cidade.
O Mosteiro das Grutas de Kiev, com as suas icónicas cúpulas douradas, tem estado no centro de um conflito religioso nos últimos anos, na sequência da expulsão dos seus monges, acusados de ligações a Moscovo, o que estes negam.
O Ministério russo da Defesa, por sua vez, negou ter como alvo a catedral, que também tem grande importância religiosa para a Rússia, e afirmou que esta foi atingida por um míssil Patriot de fabrico norte-americano, disparado pelo sistema de defesa aérea ucraniano.Além da catedral, os ataques aéreos russos durante a noite atingiram o histórico Estúdio de Cinema Dovzhenko, em Kiev, o Museu de Belas Artes de Kharkiv e a Casa da Música, em Dnipro, realçou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga.
Zelensky indicou também numa mensagem publicada nas redes sociais que "os russos lançaram mais de 60 mísseis contra a capital", de um total de 70 lançados contra o território ucraniano, que causaram quatro mortos em Kiev e outros cinco em Kharkiv.
"Os meus sentimentos às famílias e entes queridos", declarou numa mensagem publicada nas redes sociais.
O Presidente ucraniano denunciou ainda que "os russos realizaram um ataque múltiplo contra equipas de resgate em Kharkiv enquanto estas combatiam um incêndio provocado por um bombardeamento anterior a uma instalação industrial", incidente que resultou em mais cinco mortos e nove feridos.У Києві триває ліквідація наслідків російських ударів, також у Харкові. Цієї ночі лише по столиці росіяни запустили понад 60 ракет. Загалом по Україні було випущено 70 ракет і 611 дронів. Станом на зараз відомо про 28 поранених і чотирьох загиблих у столиці. Мої співчуття всім… pic.twitter.com/nORmpKlMmb
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 15, 2026
"Em Dnipro, a Rússia atacou as instalações de uma estação ferroviária, uma universidade e várias empresas", acrescentou.
"É assim que a Rússia demonstra ao mundo a sua intenção de continuar a guerra. É crucial que os países do G7, reunidos para a sua cimeira, respondam com força e decisão: aumentando a pressão sobre o agressor e reforçando o apoio à defesa aérea da Ucrânia, especialmente as suas capacidades antimíssil balístico", concluiu Zelensky.
c/agências