Alunos admitem pedir a consulta dos exames assim que souberem as notas
Lisboa, 17 jul 2026 (Lusa) - Alunos que realizaram exames nacionais deslocaram-se esta tarde às suas escolas para verem as notas, mas os resultados ainda não estavam publicados e admitiram pedir a consulta da prova dados os problemas técnicos ocorridos com as classificações.
Em Lisboa, às 15:30, na Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, era possível ver alunos a entrar com a esperança de que os resultados pudessem já estar afixados, mas voltavam a sair sem qualquer previsão sobre quando as notas poderiam estar disponíveis.
Alguns alunos do 9.ºano e do 12.ºano ainda esperaram que os resultados fossem afixados e aguardaram à entrada da escola nos bancos à sombra devido ao calor.
O aluno de Ciências e Tecnologias Guilherme Trabulo, 18 anos, foi à escola tentar saber as notas dos exames de Matemática e Português do 12.ºano, mas saiu como entrou, sem saber os resultados.
Guilherme Trabulo disse à Lusa que a sua maior preocupação é que as notas cheguem "como deve ser".
"A primeira coisa que vou fazer é pedir a consulta das provas, depois de ver as notas", disse, indicando que não planeia ir à segunda fase, mas reconhecendo que o atraso pode prejudicá-lo.
Nesta escola, alguns funcionários avançaram à Lusa que nem têm conseguido falar com os diretores do agrupamento uma vez que estiveram sempre em reuniões e "andaram sempre a correr".
Outro aluno do 12.ºano do curso de Ciências e Tecnologias, Eduardo Carrancho, 18 anos, disse à Lusa que os atrasos não o prejudicaram diretamente, mas acabaram por deixar a espera pelas notas mais stressante.
"Acho que se tornou num processo muito mais stressante para toda a gente", disse Eduardo Carrancho, indicando também que assim que souber as notas vai pedir a consulta do exame.
Em relação à consulta dos exames, os alunos com quem a Lusa falou disseram que sabiam apenas o que ouviram nas notícias.
Entre as 14:00 e as 15:30, os resultados dos exames nacionais do 9.º, 11.ºano e do 12:ºano ainda não estavam afixados na Escola Secundária José Gomes Ferreira e na Escola Secundária D. Pedro V, segundo os funcionários das escolas.
Pela primeira vez este ano, mais de 300.000 exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo tem registado falhas técnicas desde o início e, devido aos constrangimentos, o Ministério adiou, em quatro dias, os prazos inicialmente previstos.
O ministro da Educação afastou hoje a necessidade de alterar o calendário do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior, voltando a garantir que existem condições para afixar as pautas dos exames nacionais até ao final do dia.
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