Austrália pede à China eliminação das barreiras comerciais

por Lusa
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, instou a China a suspender as sanções comerciais a produtos australianos Lukas Coch-Epa

O novo primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, instou a China a suspender as sanções comerciais a produtos australianos, para melhorar as relações bilaterais, que atingiram o nível mais baixo desde 2020.

"Foi a China que impôs sanções à Austrália", sublinhou Albanese, à margem de uma cimeira do bloco Quad, que reúne Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália - uma parceria informal de segurança, que visa combater a influência chinesa na região da Ásia-Pacífico.

"Não há justificativa para fazer isso e é por isso que devem ser removidas", disse Albanese aos jornalistas, na terça-feira, em Tóquio.

As relações entre Pequim e Camberra esfriaram após a Austrália ter apelado a uma investigação independente sobre as origens da pandemia e excluído o grupo chinês de tecnologia Huawei do desenvolvimento da sua rede de telecomunicações 5G (quinta geração).

A China, que é o maior parceiro comercial da Austrália, retaliou com a imposição de taxas alfandegárias punitivas contra uma dúzia de produtos australianos, incluindo carvão, vinho e cevada.

"Nós certamente gostaríamos de ver essas sanções e tarifas suspensas", disse também o novo responsável pelo Tesouro australiano, Jim Chalmers.

"Estão a prejudicar a nossa economia. Estão a dificultar a vida de alguns dos nossos empregadores e trabalhadores aqui na Austrália e, obviamente, gostaríamos de ver essas medidas suspensas", disse Chalmers.

Felicitações e desconfiança

Na terça-feira, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, tinha enviado uma mensagem de felicitações a Albanese, após meses sem contacto oficial entre os dois países.

"O lado chinês está pronto para trabalhar com o lado australiano, deixar de olhar para trás e pôr os olhos no futuro (...) para promover o crescimento saudável e estável da sua parceria estratégica abrangente", apontou Li, citado pela agência noticiosa Xinhua.

A Austrália expressou preocupação com a crescente influência de Pequim na região, particularmente após um pacto recente de segurança assinado entre a China e as Ilhas Salomão.

O acordo inclui uma secção que autorizaria à marinha chinesa estacionar nessas ilhas, localizadas a menos de dois mil quilómetros da Austrália.

 

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