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Coreia do Norte anuncia teste com sucesso de bomba de hidrogénio

Coreia do Norte anuncia teste com sucesso de bomba de hidrogénio

A Coreia do Norte anunciou este domingo ter testado, com sucesso, uma bomba de hidrogénio desenvolvida para ser instalada num míssil balístico intercontinental. O anúncio surge depois de ter sido sentido um forte sismo na Coreia do Norte.

RTP /
KCNA

O anúncio do "total sucesso" do teste de uma bomba de hidrogénio, conhecida como "bomba H", foi feito pela pivô da televisão estatal norte-coreana, horas depois de Seul e Tóquio terem detetado uma invulgar atividade sísmica na Coreia do Norte.

Segundo a KCTV, o ensaio nuclear, o sexto conduzido pelo regime de Pyongyang, foi ordenado pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O anúncio tem lugar depois de, na noite de sábado, a agência oficial norte-coreana KCNA ter garantido que a Coreia do Norte conseguira desenvolver com êxito uma bomba de hidrogénio passível de ser instalada num míssil balístico intercontinental.

A KCNA divulgou então uma fotografia de Kim Jong-un junto a uma suposta "bomba H", acompanhado por cientistas nucleares e altos oficiais do Departamento da Indústria de Munições do Partido dos Trabalhadores, apesar de, como é habitual, não ter facultado detalhes sobre o local nem a data do acontecimento.


"Completamente imperdoável"
Antes da confirmação oficial do regime de Kim Jong-Un, já o Japão tinha confirmado o novo ensaio nuclear realizado por Pyongyang.

"Após ter analisado, entre outras, as informações da agência meteorológica, o governo do Japão confirma que a Coreia do Norte realizou um teste nuclear", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Taro Kono, aos jornalistas.

Segundo Taro Kono, Tóquio endereçou um protesto formal à embaixada da Coreia do Norte em Pequim ainda antes de ter confirmado que o abalo se deveu à realização de um ensaio nuclear, qualificando o ato de "completamente imperdoável".

O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que monitoriza a atividade sísmica mundial, registou um abalo de magnitude 6,3 pelas 12h00 na hora de Pyongyang (04h30 em Lisboa), sinalizando a possibilidade de uma "explosão".

Ainda antes do anúncio oficial da Coreia do Norte, o primeiro-ministro japonês tinha defendido publicamente que um novo teste seria "absolutamente inaceitável".

Segundo a agência meteorológica da Coreia do Sul, o “sismo artificial” deste domingo foi cinco a seis vezes mais potente do que aquele que foi provocado pelo quinto teste.

“Não foi somente 9,8 vezes mais potente que o ensaio nuclear feito em setembro de 2016, foi também o mais potente" até agora realizado pelo regime de Pyongyang, declarou à agência noticiosa Yonhap um responsável dos serviços meteorológicos coreanos.

O tremor ocorreu a 24 quilómetros da localidade de Sungjibaegam, na província de Hamgyong Norte, no nordeste da Coreia do Norte, onde se localiza a base de Punggye-ri, que tinha sido já palco dos cinco testes nucleares levados a cabo até à data por Pyongyang, o último dos quais em setembro de 2016.
China condena
Numa primeira reação a este novo ensaio, a China apelou à Coreia do Norte para que pare com as ações “erradas”. O Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros divulgou um comunicado onde condena as ações de Pyongyang e pede ao país para que respeite as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas

Por sua vez, a Coreia do Sul pede que sejam tomadas as “mais duras” medidas contra o regime de Kim Jong-Un, nomeadamente novas sanções para “isolar completamente o país”
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