Seguro admite ir hoje novamente sozinho a zonas afetadas face a "situação dramática"
"Estou muito, muito, muito preocupado. Estou chocado com as imagens que vi, com os relatos que tenho ouvido hoje dos presidentes de câmara e, portanto, é normal e natural que eu, sozinho, me desloque ainda hoje a algumas dessas zonas para expressar a minha solidariedade e sobretudo para perceber melhor a situação", disse hoje aos jornalistas na Academia de Formação ATEC, em Palmela (distrito de Setúbal).
Lembrando que já se deslocou sozinho a Leiria, na quarta-feira, e insistindo que não fará "absolutamente nada que interfira com as operações que estão a decorrer para que rapidamente se volte à normalidade", Seguro disse que é importante perceber que se está "a viver uma autêntica tragédia em alguns dos concelhos do nosso país", numa situação "dramática e de urgência".
"Há pessoas sem luz, há pessoas sem água, há terras onde não há uma loja de alimentos nem supermercados que esteja aberta, em determinados concelhos ainda há uma farmácia que está aberta, não há telecomunicações, as pessoas sentem-se completamente isoladas, não sabem o que é que está a acontecer", enumerou.
O candidato presidencial apoiado pelo PS apelou ainda a "quem quiser ajudar, designadamente com geradores para que se possa restabelecer situações de fornecimento de energia elétrica, unidades de saúde e lares, que contactem as câmaras municipais dos concelhos mais atingidos", bem como perguntar se as autarquias "necessitam de algum outro tipo de contributos ou alimentar ou de água".
"É muito, muito, muito importante que haja uma resposta solidária do nosso país e, em primeiro lugar, das instituições do Estado", e questionado sobre se o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se deveria ter deslocado aos locais afetados, Seguro recusou "aproveitar este momento para qualquer aproveitamento político".
Revelando que já contactou com o presidente da Associação Portuguesa de Seguros ou com os autarcas de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, ou da Marinha Grande, Paulo Vicente - depois de já ter contactado com o de Leiria, Gonçalo Lopes - o candidato presidencial frisou que "neste momento o que é preciso é proteger as pessoas e restabelecer rapidamente a normalidade".
"Considero que é o meu dever dar uma palavra de coragem, de incentivo e estar ao lado das pessoas que estão neste momento sem meios, que são particularmente as pessoas dos autarcas, a fazer frente a uma tragédia de uma dimensão que no início pouca gente acreditava", disse, quando questionado se como Presidente da República já teria ido aos locais afetados.
Já sobre se estranhava ter sido o único a contactar Pedro Santana Lopes, que hoje se queixou de "silêncios" por parte dos órgãos de soberania mas saudou o contacto de Seguro, o candidato presidencial disse ser esse o seu dever "como cidadão e como candidato a Presidente da República".
Quanto a se esta é uma situação que justifica a chamada do primeiro-ministro, Luís Montenegro, ao Palácio de Belém, Seguro disse não querer "ser injusto" por não saber "o que é que foi feito".