Freitas do Amaral vê Governo "perdido" em situações de crise

| Maria Flor Pedroso
Freitas do Amaral vê Governo perdido em situações de crise

"O Governo é francamente bom na normalidade, mas quando há tempestade, fica um pouco perdido", revelou o antigo ministro socialista Freitas do Amaral, em entrevista à Antena 1.

Freitas do Amaral deixou elogios ao Governo, à intervenção do Presidente da República, a Pedro Passos Coelho e, simultaneamente, deixa críticas à incapacidade de resposta do Governo nos casos dos incêndios do verão e de outubro, de Tancos e da legionella.

Alerta nesta entrevista à jornalista da Antena 1, Maria Flor Pedroso, que não se está a reduzir a dívida com a "velocidade suficiente", "o maior problema que Portugal tem em cima da sua cabeça", e considera que poderemos "estar à mercê de qualquer crise".



Para Freitas do Amaral "é preciso reduzir as gorduras do Estado, mas os governos não sabem onde elas estão, nem perguntam às pessoas que sabem".

Questionado se estaria disponível para esse trabalho, diz que "depende das circunstâncias", e exemplifica com a reforma do Estado feita na Nova Zelândia.



Diz que o Governo o surpreendeu pela positiva pois "fez o milagre político de por de acordo Bruxelas, o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda, o que é uma coisa nunca vista, e que vai ficar na História". Regista o êxito na estabilidade governativa, o crescimento na ordem dos três por cento e a diminuição do desemprego.
"Sempre que há uma crise, o Governo também entra em crise"
Freitas do Amaral identificou dois pontos em que este Governo "pode ser de facto criticado". Para lá da dívida, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros considera que "este Governo tem sido um bom Governo quando o mar está tranquilo" mas "sempre que aparece uma tempestade no mar fica embaraçado e não sabe como há-de reagir". "Sempre que há uma crise, o Governo também entra em crise", disse.



Freitas do Amaral não consegue identificar as razões da fragilidade do Governo em situações de crise, "mas sei é que o país sente isso e o Presidente da República também" e por isso "fez bem em falar em Oliveira do Hospital". "Não precisava o Governo de ir logo mudar a ministra, isso foi a demonstração de que tinham algum peso na consciência. Mas o Governo ainda não aprendeu, ou ainda não sabe como é que se reage a situações deste tipo".

A entrevista de Freitas do Amaral a Maria Flor Pedroso pode ser vista na íntegra no seguinte vídeo.



A informação mais vista

+ Em Foco

Foi considerado o “pior dia do ano” em termos de fogos florestais, com a Proteção Civil a registar 443 ocorrências. Morreram 45 pessoas. Perto de 70 ficaram feridas. Passou um mês desde o 15 de outubro.

    Todos os anos as praias portuguesas são utilizadas por milhões de pessoas de diferentes nacionalidades e a relação ambiental com estes espaços não é a mais correta.

      Doze meses depois da eleição presidencial de 8 de novembro de 2016, com Donald Trump ao leme da Casa Branca, os Estados Unidos mudaram. E o mundo afigura-se agora mais perigoso.

        Uma caricatura do mundo em que vivemos.