Fenprof entrega ao ministério dossier com cerca 300 erros
A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) entregou ao secretário de Estado da Administração Educativa um dossier com cerca de 300 casos de docentes que consideram ter sido prejudicados nas listas de colocações cíclicas, publicadas quarta-feira.
Em declarações à Agência Lusa, o dirigente da FENPROF Augusto Pascoal afirmou que o dossier "demonstra a incapacidade de resposta do concurso às situações concretas", contendo exemplos específicos como a ultrapassagem de professores graduados por docentes menos graduados.
O responsável sindical adiantou ainda que no encontro de hoje à tarde, que durou cerca de 15 minutos, foi agendada uma nova reunião com o secretário de Estado da Administração Educativa, José Manuel Canavarro, que será exclusivamente dedicada ao balanço dos concursos e que terá lugar segunda-feira.
"Requeremos que, na reunião de segunda-feira, nos seja apresentado o número de horários por grupo disciplinar que deram entrada no ministério em Julho e Agosto e que, erradamente, não foram colocados ao concurso de professores", explicou Augusto Pascoal.
A FENPROF considera que mais de quatro mil horários não foram incluídos no concurso de colocação de professores, cujas listas foram divulgadas a 28 de Setembro, tendo ficado por preencher e tendo agora sido atribuídos a docentes menos graduados.
"Se o ministério não nos facultar esses horários nunca se poderá saber o que aconteceu realmente", afirmou o responsável sindical.
No entanto, o Ministério da Educação reafirmou hoje a correcção das listas de colocações cíclicas, considerando que "esta fase apenas não incluiu os candidatos que, no boletim de candidatura, indicaram expressamente que não queriam ser incluídos".
"Alguns destes candidatos pretendem agora alterar a sua candidatura para o que solicitam a suspensão das listas de colocação. Tal suspensão teria como consequência inevitável o afastamento de outros docentes já contratados e a trabalhar nas escolas", adianta o ministério num comunicado hoje divulgado, acrescentando que considera "inaceitável" a suspensão das listas.
Responsáveis da área jurídica da FENPROF tinham já estado reunidos hoje de manhã com elementos do gabinete da ministra da Educação, num primeiro encontro técnico para expor os erros detectados nas listas de colocação.
Entre 30 a 40 professores estiveram também concentrados hoje de manhã frente ao ministério da Educação, depois de se terem manifestado na noite de quinta-feira diante das instalações da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação.
Os docentes e a estrutura sindical exigiam a anulação imediata das listas de colocação cíclicas, que segundo o Ministério colocaram 8.478 professores.