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129 jornalistas mortos em 2025, um número recorde avançado pelo Comité para a Proteção dos Jornalistas

129 jornalistas mortos em 2025, um número recorde avançado pelo Comité para a Proteção dos Jornalistas

O relatório da Organização Não-Governamental (ONG) americana divulgado nesta quarta-feira revela ainda que dois terços destas mortes são atribuídas às Forças de Defesa de Israel.

Joana Bénard da Costa - RTP /
Bashar Taleb - AFP

Dos 129 jornalistas que foram mortos o ano passado, a maioria (104) das mortes ocorreram durante conflitos. 

E embora o número de profissionais dos media que foram assassinados na Ucrânia e no Sudão tenha aumentado, na esmagadora maioria dos casos as vítimas foram palestinianos mortos por Israel.

No relatório, o Comité lembra que "os conflitos armados atingiram níveis históricos em todo o mundo", assim como os assassinatos de jornalistas que alcançaram "um pico sem precedentes", sobretudo devido à acão do governo de Israel, “responsável por dois terços de todos os assassinatos de jornalistas e profissionais da comunicação social em 2025”.

Trata-se "do número mais elevado alguma vez documentado" pelo Comité para a Proteção dos Jornalistas desde que a organização começou a registar estes dados, há mais de três décadas.

A organização nota ainda que as mortes de elementos da imprensa em consequência de ataques com drones estão a aumentar de forma significativa: de duas, em 2023, passaram para 39 em 2025.

No relatório, o Comité lamenta "uma persistente cultura de impunidade para ataques à imprensa" e lembra que "os assassinatos de jornalistas violam o direito internacional humanitário", que estipula que os jornalistas são civis e nunca devem ser alvos deliberados.
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