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19 mortos em ataque a museu na Tunísia

19 mortos em ataque a museu na Tunísia

O primeiro-ministro da Tunísia confirma a morte de 19 pessoas, incluindo 17 turistas estrangeiros e um tunisino, vítimas de um ataque terrorista no Museu Nacional do Bardo, em Tunes. Os atacantes fizeram ainda um número indeterminado de reféns, que já foram entretanto libertados. A televisão nacional tunisina noticia a morte dos dois responsáveis pelo ataque e um polícia.

RTP /
As forças de segurança tunisinas já terminaram as operações no edifício. Mohamed Messara, EPA

Habib Essid, primeiro-ministro da Tunísia, confirma a morte de 19 pessoas nos ataques, incluindo 17 turistas, de nacionalidade polaca, espanhola, alemã e italiana.

De acordo com o Ministério do Interior da Tunísia, os atacantes estavam armados de kalashnikovs. Citado pela rádio local Shems FM, o porta-voz do Ministério do Interior, Mohamed Ali Aroui afirmou ao início da tarde que dois dos atacantes teriam sido mortos pelas forças especiais.


Foto: Zoubeir Souissi/Reuters

O porta-voz disse que se encontravam pelo menios 100 de pessoas no museu na altura em que decorreu o ataque, mas que a maioria foi retirada a tempo. 
A RTP contactou o embaixador de Portugal na Tunísia que diz estar em contacto com as autoridades locais para averiguar se há cidadãos portugueses afetados por este atentado. 

A rádio Mosaico refere três atacantes vestidos com roupas de estilo militar e admite que terão feito vários reféns. O New York Times indicava a tomada de pelo menos 10 reféns, mas a informação ainda não foi confirmada pelas autoridades.

O Presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, abandonou entretanto a reunião de emergência para visitar as vítimas que ficaram feridas após o ataque.  

O Museu Nacional do Bardo é o mais visitado do país
e exibe mais de oito mil peças, a maioria exemplo da história milenar da Tunísia, incluindo uma das maiores coleções de mosaicos romanos do mundo. O edifício é um palácio do século XV, com dois pisos, tendo uma ala nova acrescentada em 2009, dedicada a arte contemporânea.

O museu está ainda situado junto ao Parlamento tunisino, que esta quarta-feira debatia uma nova lei de contraterrorismo.
Ameaça islamita
Não se sabe ainda quem dirige o ataque. Na véspera as forças de segurança confirmaram a morte, na vizinha Líbia, de Ahmed Rouissi, um dos principais suspeitos de atentados terroristas na Tunísia e da execução de duas importantes figuras da oposição tunisina. 

Há anos que a Tunísia é abalada pela violência extremista islâmica, incluindo grupos ligados à al Qaeda. Após a denominada Primavera Árabe, em 2011, a ameaça islamita tornou-se mais premente.

Em declarações à televisão France 24, o especialista em movimentos jihadistas Wassim Nasr explica que "ao direcionarem o ataque para turistas estrangeiros, os terroristas sabem que a cobertura dos media será mil vezes maior".

A ameaça islamita confinava-se até agora às forças da ordem e não afetava turistas ou locais turísticos. 

Desde 2014, o grupo Estado islâmico tem crescido em influência entre os jovens tunisinos. Calcula-se que pelo menos três mil tenham viajado para a Síria e para o Iraque, para se juntarem às forças do EI.
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