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Advogados defesa negam existência de esquema compra votos no "mensalão"

Advogados defesa negam existência de esquema compra votos no "mensalão"

No primeiro dia do julgamento do caso "mensalão", os advogados de defesa negaram a existência de um esquema de compra de votos no Congresso a favor de projectos do Governo federal, segundo o jornal Correio do Brasil.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

O Supremo Tribunal Federal iniciou quarta-feira em Brasília a análise da possível abertura de um processo criminal contra as 40 pessoas denunciadas por envolvimento no escândalo "mensalão", mas recusou para já a pretensão dos advogados de defesa de analisar os casos individualmente.

Na primeira sessão, os advogados de defesa negaram a existência de qualquer fraude, enquanto o Procurador-Geral da República (PGR), António Fernando Souza, reafirmou as acusações aos 40 arguidos por formação de quadrilha, corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e peculato, acrescenta aquele diário na sua edição on-line.

Citado pela revista Veja, o PGR afirmou que os acusados tiveram uma conduta "típica do submundo do crime".

Por seu lado, os advogados de defesa classificaram de "sem fundamento, inepta, vaga, ficcional, imprestável e até um panfleto partidário" as acusações do PGR, acrescenta a revista.

Entretanto, o jornal Estado de São Paulo adianta hoje que a "tendência" dos juízes é de "instaurar processo" aos arguidos no caso "mensalão".

"O julgamento ao pedido de acção penal contra os 40 investigados no escândalo do mensalão apenas começou, mas já indica que o relator vai requerer e os outros nove ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem apoiar a abertura do processo", lê-se na edição on-line do jornal.

Depois de mais de sete horas de sessão, o STF suspendeu o primeiro dia de julgamento, alegando cansaço dos intervenientes.

O julgamento recomeça hoje às 10:00 locais (14:00 em Lisboa) com, pelo menos, a intervenção de mais 15 advogados de defesa.

Está previsto que a audiência decorra até quatro sessões, devendo terminar segunda-feira, o mais tardar.

Entre os 40 acusados estão importantes ex-governantes, como José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação) e Anderson Adauto (Transportes).

Incluem-se ainda deputados do Partido dos Trabalhadores (PT), como José Genoino e João Paulo Cunha e também ex-dirigentes, casos de Delúbio Soares (ex-tesoureiro) e Sílvio Pereira (ex-secretário-geral do partido).

A Procuradoria-Geral calcula que tenham sido desviados para os subornos perto de 55 milhões de reais (perto de 22 milhões de dólares, à altura dos acontecimentos).

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