Al-Qaida tem historial de atentados desde 1992
A Al-Qaida de Usama bin Laden, cuja principal acção teve como alvo Washington e Nova Iorque em Setembro de 2001, tem um longo historial de atentados, que remonta a Dezembro de 1992 e que provocou milhares de mortos e feridos.
Em 29 de Dezembro de 1992, no que poderá ter sido a primeira acção directamente atribuível à Al-Qaida, operacionais atacaram três hotéis onde estavam instaladas tropas norte-americanas em Aden, no Iémen, provocando duas mortes, entre as quais a de um turista austríaco.
Há alegações de que quadros da organização terrorista apoiaram forças rebeldes somalis no abate de helicópteros norte-americanos e na morte de soldados dos Estados Unidos, em 1993, na Somália.
Apesar de o Hezbollah ser normalmente apontado como responsável por dois atentados bombistas na Arábia Saudita, em 1995 e 1996, em Riade e em Dharan, que provocaram a morte de vários soldados norte-americanos, alguns analistas vêem neles a marca da Al-Qaida.
A organização de Bin Laden é também tida como responsável pelos atentados bombistas de Agosto de 1998 contra as embaixadas dos Estados Unidos em Nairobi (Quénia) e Dar es Salaam (Tanzânia), que provocaram a morte de mais de 200 pessoas e cerca de 5.000 feridos.
Em Outubro de 2000, militantes da Al-Qaida no Iémen atacaram à bomba o contratorpedeiro norte-americano USS Cole, matando vários tripulantes e danificando seriamente o navio.
Depois dos ataques de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, a Al-Qaida prosseguiu a sua carreira de atentados, estando relacionada, nomeadamente, com o sequestro e assassínio do jornalista do Wall Street Journal Daniel Pearl, em Fevereiro de 2002, e com vários atentados bombistas, no Paquistão.
Surge também ligada ao atentado contra a sinagoga de El Ghriba, na Tunísia, em Abril de 2002, que fez 21 mortos, 14 dos quais alemães.
No mesmo ano, mas em Outubro, o grupo radical islâmico Jemaah Islamiyah, intimamente ligado à Al-Qaida, fez 202 mortos, na sua maioria australianos, num atentado com uma viatura armadilhada contra uma discoteca da estância turística de Bali, na Indonésia.
Em 2003, em Riade, a 12 de Maio, operacionais da Al-Qaida fizeram 35 mortos, nove dos quais norte-americanos, num triplo atentado suicida contra um complexo residencial.
A 16 de Maio do mesmo ano, cinco atentados quase simultâneos contra hotéis e restaurantes de Casablanca, frequentados sobretudo por estrangeiros, nomeadamente israelitas, fizeram 45 mortos, entre os quais 12 militantes suicidas.
Na Turquia, em 15 e 20 de Novembro de 2003, quatro atentados suicidas com viaturas armadilhas contra duas sinagogas, o consulado britânico e o banco britânico HSBC em Istambul fizeram 63 mortos.
Em 2004, no Iraque, uma série de atentados em 02 de Março contra lugares santos xiitas de Bagdad e Kerbala fizeram perto de 180 mortos.
O grupo da Abu Mussab al-Zarqaui, líder da Al-Qaida no Iraque morto em 07 de Junho último, está na origem de numerosos atentados que mataram centenas de pessoas desde o derrube de Saddam Hussein, em Abril de 2003.
A 11 de Março desse ano, foi a vez da Espanha, com 191 mortos e perto de 2.000 feridos numa série de atentados visando vários comboios em três estações de Madrid e arredores.
Em 07 de Outubro de 2004, em locais turísticos de Taba, no Egipto, 34 pessoas, na sua maioria israelitas, morreram em três atentados.
No ano seguinte, as acções da organização de Bin Laden voltaram à Europa, concretamente à Grã-Bretanha, onde, a 07 de Julho de 2005, quatro atentados suicidas no metropolitano e num autocarro de Londres fizeram 56 mortos, entre os quais quatro atacantes suicidas.
A 23 de Julho, uma série de atentados suicidas contra locais turísticos da estância balnear egípcia de Charm el-Cheikh fez 68 mortos.
No primeiro dia de Outubro, a Jemaah Islamiyah voltou a visar Bali, na Indonésia, com três atentados suicidas que provocaram 23 mortos, entre os quais os três atacantes.
Na Jordânia, a 09 de Novembro de 2005, 60 pessoas morreram num triplo atentado suicida contra hotéis de Amã.
Finalmente, em 24 de Abril de 2006, um triplo atentado suicida na estância balnear egípcia de Dahab, no mar Vermelho, fez 20 mortos e cerca de 90 feridos.