Aliado de Trump deixa liderança do Kennedy Center
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou sexta-feira a saída de Richard Grenell da liderança do Kennedy Center, após mudanças profundas que levaram muitos artistas a abandonar o icónico centro cultural da capital, Washington DC.
Para o lugar de Grenell, veterano conselheiro republicano, Trump anunciou que indicou Matt Floca, até agora vice-presidente do Kennedy Center responsável pelas operações das instalações, e que elogiou por ajudar a "alcançar um progresso tremendo, elevando o Centro ao mais alto nível de excelência".
"Uma reconstrução completa do Centro Trump Kennedy terá início após as comemorações do 4 de julho (dia da independência dos Estados Unidos), estando prevista uma grande reinauguração para daqui a aproximadamente dois anos", frisou Trump nas redes sociais.
A Grenell, agradeceu por ajudar a coordenar vários elementos do Centro durante o período de transição, realizando um "trabalho excecional".
"O Centro Trump Kennedy será, quando estiver concluído, a melhor instalação do género em todo o mundo!", exclamou Trump.
Depois de praticamente ignorar o centro durante o seu primeiro mandato, Trump transformou-o, a partir de 2025, num ponto focal na sua guerra contra a esquerda e a cultura "woke".
O republicano destituiu a antiga direção do Kennedy Center e substituiu-a por um conselho de curadores escolhido por si, que votou a mudança do nome do centro para Trump Kennedy Center.
A mudança, segundo académicos e legisladores, deveria ser iniciada pelo Congresso.
Mais recentemente, o nome de Trump foi fisicamente adicionado à fachada icónica do edifício da capital norte-americana.
As mudanças foram mal recebidas pela comunidade artística, com musicais de renome a cancelarem atuações, como "Hamilton".
A atriz Issa Rae e a escritora Louise Penny também cancelaram as suas participações, enquanto consultores como o músico Ben Folds e a cantora Renée Fleming renunciaram aos seus cargos.