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COVID-19
Alterações climáticas são "tão urgentes" quanto a pandemia, defende Greta Thumberg
A jovem ativista sueca considera que o mundo está a passar por um "ponto de viragem social" em questões como as alterações climáticas e o racismo. Greta Thunberg defende que o mundo precisa de retirar algumas lições da pandemia e tratar as alterações climáticas com a mesma urgência.
Em entrevista à BBC, Greta Thunberg revelou que tem acompanhado os protestos do movimento “Black Lives Matter” contra a morte de George Floyd e considera que o mundo está a passar por um “ponto de viragem social” em questões como as alterações climáticas e o racismo.
“Não podemos mais desviar o olhar do que a nossa sociedade ignora há tanto tempo, seja igualdade, justiça ou sustentabilidade”, defende. “As pessoas começam a perceber que não podemos ignorar estas coisas”, acrescentou Thunberg durante a entrevista. “Não podemos continuar a varrer estas injustiças para debaixo do tapete”, concluiu.
A jovem ativista que começou em 2018 a agir em defesa do clima manifestando-se à porta do Parlamento da Suécia todas as semanas, fala em sinais de um período de “despertar”, no qual “as pessoas estão a começar a encontrar a sua voz para entender que elas podem realmente ter impacto”.
Esta é a razão pela qual diz ter ainda esperança. “A humanidade ainda não falhou”, afirmou Thunberg.
“Fazer o nosso melhor já não é bom o suficiente. Agora devemos fazer o aparentemente impossível e isso depende de ti e de mim, porque ninguém fará isso por nós”, concluiu a jovem defensora do ambiente.
A jovem ativista que começou em 2018 a agir em defesa do clima manifestando-se à porta do Parlamento da Suécia todas as semanas, fala em sinais de um período de “despertar”, no qual “as pessoas estão a começar a encontrar a sua voz para entender que elas podem realmente ter impacto”.
Esta é a razão pela qual diz ter ainda esperança. “A humanidade ainda não falhou”, afirmou Thunberg.
“Fazer o nosso melhor já não é bom o suficiente. Agora devemos fazer o aparentemente impossível e isso depende de ti e de mim, porque ninguém fará isso por nós”, concluiu a jovem defensora do ambiente.
Pandemia pode alterar reação a crises globais
Durante a entrevista, Greta Thunberg afirma que não será um “plano de recuperação ambiental” que resolverá, por si só, a crise provocada pela pandemia da Covid-19, apelando à ação de líderes globais no combate a este problema.
A ativista de 17 anos explica que a única forma de reduzir as emissões de carbono à escala que é necessária passa por fazer alterações essenciais no nosso estilo de vida, a começar pelos países em desenvolvimento.
No entanto, Thunberg não acredita na tomada de ação por parte dos líderes. Em vez disso, a jovem sueca diz que eles “simplesmente se abstêm de relatar as emissões ou conduzem-nas para outro lugar”.
Greta Thumberg deu o exemplo do Reino Unido e da Suécia, afirmando que estes e outros países não contabilizam as emissões de navios e aeronaves, assim como não calculam as emissões de bens produzidos em fábricas no estrangeiro.
“O nível de conhecimento e compreensão, mesmo entre as pessoas no poder, é muito, muito baixo, muito menor do que imagina”, disse durante a entrevista, recordando a sua participação na Cimeira da Ação Climática da ONU, em setembro de 2019, onde acusou os líderes mundiais de lhe roubarem “os sonhos e a infância com as suas palavras vazias”. Recuando até ao momento desse discurso que ficaria para a memória, Greta Thumberg admite à BBC que sabia que seria um “momento para a vida”. “Vou deixar as minhas emoções tomarem o controlo e realmente fazer algo com isso, porque não poderei fazer isso de novo”, recordou a jovem sueca.
Na opinião da jovem ativista, o único ponto positivo que poderia ser retirado desta pandemia seria se tivesse alterado a forma como lidamos com crises globais. “Demonstra que numa crise, nós agimos e agimos com a força necessária”, disse Thunberg.
Thunberg diz estar motivada pelo facto de os políticos valorizarem agora as opiniões de cientistas e especialistas. “De repente, as pessoas no poder dizem que farão tudo o que for necessário, já que não podem colocar um preço na vida humana”, disse a ativista durante a entrevista, esperando que a pandemia inicie discussões sobre a urgência de serem tomadas medidas para ajudar as pessoas que morrem de doenças relacionadas com as alterações climáticas e a degradação ambiental.
A ativista de 17 anos explica que a única forma de reduzir as emissões de carbono à escala que é necessária passa por fazer alterações essenciais no nosso estilo de vida, a começar pelos países em desenvolvimento.
No entanto, Thunberg não acredita na tomada de ação por parte dos líderes. Em vez disso, a jovem sueca diz que eles “simplesmente se abstêm de relatar as emissões ou conduzem-nas para outro lugar”.
Greta Thumberg deu o exemplo do Reino Unido e da Suécia, afirmando que estes e outros países não contabilizam as emissões de navios e aeronaves, assim como não calculam as emissões de bens produzidos em fábricas no estrangeiro.
“O nível de conhecimento e compreensão, mesmo entre as pessoas no poder, é muito, muito baixo, muito menor do que imagina”, disse durante a entrevista, recordando a sua participação na Cimeira da Ação Climática da ONU, em setembro de 2019, onde acusou os líderes mundiais de lhe roubarem “os sonhos e a infância com as suas palavras vazias”. Recuando até ao momento desse discurso que ficaria para a memória, Greta Thumberg admite à BBC que sabia que seria um “momento para a vida”. “Vou deixar as minhas emoções tomarem o controlo e realmente fazer algo com isso, porque não poderei fazer isso de novo”, recordou a jovem sueca.
Na opinião da jovem ativista, o único ponto positivo que poderia ser retirado desta pandemia seria se tivesse alterado a forma como lidamos com crises globais. “Demonstra que numa crise, nós agimos e agimos com a força necessária”, disse Thunberg.
Thunberg diz estar motivada pelo facto de os políticos valorizarem agora as opiniões de cientistas e especialistas. “De repente, as pessoas no poder dizem que farão tudo o que for necessário, já que não podem colocar um preço na vida humana”, disse a ativista durante a entrevista, esperando que a pandemia inicie discussões sobre a urgência de serem tomadas medidas para ajudar as pessoas que morrem de doenças relacionadas com as alterações climáticas e a degradação ambiental.
A jovem ativista permanece, porém, pessimista relativamente à capacidade de manter um aumento da temperatura dentro de “limites seguros”. Na opinião da jovem sueca, mesmo que os países cumpram as promessas de redução das emissões de carbono, o planeta Terra continuará no caminho para um aumento “catastrófico” da temperatura global entre três a quatro graus Celsius.
A adolescente acredita, por isso, que a única solução para evitar uma crise climática é rescindir contratos e acordos existentes entre países e empresas.
“A crise climática e ecológica não pode ser resolvida nos sistemas políticos e económicos atuais”, defende a ativista sueca. “Isto não é uma opinião, é um facto”, sublinha Thunberg.
A adolescente acredita, por isso, que a única solução para evitar uma crise climática é rescindir contratos e acordos existentes entre países e empresas.
“A crise climática e ecológica não pode ser resolvida nos sistemas políticos e económicos atuais”, defende a ativista sueca. “Isto não é uma opinião, é um facto”, sublinha Thunberg.