Ameaça de drones.Tráfego aéreo esteve suspenso no aeroporto de Helsínquia

Ameaça de drones.Tráfego aéreo esteve suspenso no aeroporto de Helsínquia

A Finlândia afirmou esta sexta-feira que a suspeita de atividade de drones nos céus da região da capital do país já não representa uma ameaça e que a situação voltou ao normal com a reabertura do aeroporto de Helsínquia.

Cristina Sambado - RTP /
Tom Little - Reuters

"O tráfego aéreo de e para o aeroporto de Helsínquia foi suspenso pelas autoridades no dia 15 de maio, das 4h às 7h (1h às 4h GMT). O tráfego aéreo já foi retomado", informou o aeroporto em comunicado, sem explicar o motivo da interrupção.

As Forças de Defesa finlandesas, que acionaram caças e outros serviços de emergência em resposta à situação, afirmaram que não tinham confirmação de que os drones tenham entrado na Finlândia. Os serviços nacionais de emergência tinham alertado os 1,8 milhões de habitantes da região de Uusimaa, no sul da Finlândia, que inclui a capital, para que permanecessem nas suas casas enquanto a situação se desenrolava.

As nossas autoridades demonstraram prontidão e capacidade de reação. Não existe qualquer ameaça militar direta contra a Finlândia", escreveu o presidente Alexander Stubb nas redes sociais.

A Finlândia e os países bálticos vizinhos, Estónia, Letónia e Lituânia, têm assistido a uma série de incidentes recentes em que drones ucranianos, dirigidos à Rússia, invadiram o seu espaço aéreo, mas não se sabe de imediato se o incidente desta sexta-feira foi semelhante.

Na semana passada, a guarda costeira finlandesa anunciou que dois drones suspeitos de terem violado o espaço aéreo finlandês tiveram provavelmente origem na Ucrânia. Foi instaurado um inquérito por "agravado risco para a segurança pública".

A guarda costeira, encarregada de investigar alegadas violações territoriais, está também a investigar quatro drones ucranianos que caíram na Finlândia entre os finais de março e o início de abril. Kiev pediu desculpas a Helsínquia, explicando que os drones provavelmente se desviaram das suas rotas de voo devido à interferência russa.

As recentes violações do espaço aéreo por drones ucranianos ocorrem numa altura em que Kiev intensificou os ataques às infraestruturas de exportação de petróleo da Rússia, incluindo ataques maciços aos portos de Primorsk e Ust-Luga, no Mar Báltico.


A coligação governamental da Letónia desmoronou-se na quinta-feira, no meio de divisões internas sobre a gestão de um recente incidente com drones, após a decisão da primeira-ministra Evika Silina, no passado fim de semana, de demitir o ministro da Defesa, Andris Spruds.

Os dois drones ucranianos, aparentemente sob influência eletrónica russa, desviaram-se da rota no fim de semana passado e entraram no espaço aéreo letão, onde provocaram uma explosão ao colidirem com um tanque de petróleo vazio em Rezekne, a 60 quilómetros da fronteira russa.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse na quarta-feira que a Ucrânia iria enviar especialistas à Letónia para ajudar a proteger o espaço aéreo do país.

c/agências
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