Análise a rebentos de soja não confirma origem da infeção
Os resultados das análises na exploração de rebentos de soja deram resultado negativo, o que significa que não se confirma a hipótese ontem aventada para identificar a origem da infeção da bactéria E.Coli. Esta infeção vitimou 23 pessoas na Europa. Os primeiros resultados às análises feitas em Portugal devem ser conhecidos esta semana.
As autoridades alemãs concluíram que 23 das 40 amostras dos rebentos de soja recolhidas numa quinta da Baixa Saxónia deram negativo para a infeção da bactéria E.Coli.
O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Dr. Ricardo Jorge recebeu "várias de dezenas de amostras de vegetais para análise", principalmente "pepinos, alfaces, pimentos e tomates". Os primeiros resultados devem começar a ser divulgados ainda esta semana.
"Por enquanto, a origem [da contaminação] ainda não pôde ser determinada", declarou o ministério da Agricultura do Estado da Baixa Saxónia.O Governo germânico avisa que esta investigação à origem da infeção vai demorar mais tempo do que inicialmente previa. O ministério aguarda por mais resultados de análises a 17 outras amostras recolhidas na quinta.
O consumo de rebentos de leguminosas, tomates, saladas e pepinos continua a ser desaconselhado, sustenta a ministra Ilse Aigner.
As autoridades de saúde alemãs apontaram, ontem, que a causa provável do surto estava em rebentos da planta de soja e outros legumes cultivados numa quinta perto de Bienebuttel, entre Hamburgo e Hanôver.
O ministro alemão da Saúde dizia existirem "indícios claros" de que esta quinta era o foco da infeção.
O surto de uma estirpe da bactéria E.coli, que já provocou até agora 23 mortes, das quais 22 na Alemanha e uma na Suécia.
Cerca de 2.300 pessoas foram infetadas em 13 países da Europa e três casos suspeitos registados nos Estados Unidos. O primeiro caso de infeção por esta estirpe de E.coli na Polónia foi confirmado. Trata-se de uma mulher de 29 anos, que tinha estado recentemente na Alemanha.
Portugal e Espanha pedem apoio da UE para agricultoresA epidemia provocou uma descida acentuada no consumo de vegetais, com significativa queda nas vendas em toda a Europa. É a segunda hipótese das autoridades alemãs que não se confirma, uma vez que já haviam aventado a possibilidade de a origem da epidemia estar em pepinos importados de Espanha.
António Serrano vai formalizar amanhã, na reunião extraordinária dos 27 ministros da Agricultura, o pedido de apoio aos agricultores portugueses afetados pela redução de procura de vegetais.
O ministro vai apresentar aos parceiros um levantamento exaustivo do impacto desta crise alimentar nos produtores portugueses de legumes e frutas e vai formalizar o pedido de apoio. António Serrano deverá seguir o exemplo de Espanha, que é um dos países mais afetados.
A Comissão Europeia fez saber que está disponível para repensar o seu mecanismo de alerta alimentar, instigada pelas queixas de Madrid.
A ministra espanhola da Saúde sublinhou, no Luxemburgo, que o alerta foi feito antes de existirem provas científicas que o sustentassem. Leira Pajin destacou as perdas irreparáveis causadas no sector hortofrutícola espanhol.