Mundo
Angola, RDC e África do Sul assinam acordo de cooperação
Os ministros dos Negócios Estrangeiros de três dos maiores países africanos assinaram esta tarde em Luanda um acordo de cooperação que prevê a formação das forças de segurança congolesas por parte de Angola e da África do Sul.
O acordo "define a cooperação entre as partes no domínio da formação das forças armadas e da polícia da República Democrática do Congo (RDC)" afirma a Angop (agência oficial angolana de notícias) sem precisar qual será o tipo de envolvimento assumido por cada país signatário.
No domínio económico o acordo abordou ainda "as questões relativas aos portos de Lobito em Angola e de Durban, na África do Sul, assim como a barragem hidro-elétrica de Inga na RDC," acrescenta a agência noticiosa.
O acordo encerrou uma nova cimeira em Luanda entre os Presidentes José Eduardo dos Santos, de Angola, Joseph Kabila, da RDC, e Jacob Zuma, da África do Sul, centrada no conflito congolês.
Os chefes de Estado de três das maiores potências regionais encontraram-se para verificar "de que forma tem estado a ser aplicado o acordo-quadro para a paz, segurança e cooperação na RDC e na região e decidir medidas pertinentes para acelerar a resolução do conflito naquele país," conforme lembrou José Eduardo dos Santos no início da mini-cimeira.
Reforço da Monusco
O acordo-quadro para a RDC foi assinado em Addis Abeba a 24 de fevereiro e prevê o reforço da missão da ONU (Monusco) colocada no norte-Kivu, no leste da RDC.
O documento, assinado por 11 países da região, prevê integrar na Monusco uma nova brigada de intervenção para combater diferentes grupos rebeldes que operam naquela zona, especialmente o Movimento 23 Março (23M), acusado de ter o apoio do Ruanda.A Monusco é já a maior missão de paz da ONU do mundo, com 17.000 capacetes azuis, dos quais 1.345 sul-africanos que integram a brigada com mandato ofensivo já operacional. Esta brigada aguarda ainda a chegada de mil capacetes azuis do Malauí.
Angola já afastou a possibilidade de enviar tropas para a RDC.
A instabilidade na região "não só põe em causa a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos mas afeta-nos a todos, ameaçando a paz e a segurança em toda a a região, que constituem a base fundamental do desenvolvimento económico e social e do processo de integração dos nossos países nas diferentes organizações sub-regionais" lamentou Eduardo dos Santos no início do encontro desta semana.
Monusco ao lado do exército da RDC
A Monusco anunciou por seu lado que, a partir de hoje, combate ao lado das forças militares do Congo (FARDC) contra as forças rebeldes do M23, que constituem "uma ameaça" às populações de Kibati mas também, e sobretudo, de Goma" afirmou o tenente-coronel Prosper Basse, porta-voz da ONU, numa declaração à Radio Okapi, das Nações Unidas.
Esta sexta-feira o governo congolês acusou o Ruanda de se ter aliado ao M23 e de ter disparado ontem granadas de morteiro contra a capital do norte-Kivu, Goma, fazendo quatro mortos e uma dezena de feridos de acordo com a ONU.
As forças da Monusco replicaram da mesma forma contra as posições do M23, com a brigada de intervenção da ONU a disparar artilharia ao lado das FARDC. Tomaram igualmente medidas para proteger as populações civis "porque, como é sabido, é esse o cerne do nosso mandato," acrescentou o porta-voz da Monusco.
Desmentido sul-africano
De acordo com fontes militares ocidentais, a artilharia sul-africana destruiu um carro armado T55 do M23 posicionado em Kibati, de onde tinham sido disparados os morteiros caídos em Goma. O ministério sul-africano da Defesa desmentiu contudo esta versão. "Os combates envolveram as forças armadas congolesas e o M23" declarou à agência France Presse o porta-voz do ministério da Defesa Siphiwe Dlamini.
A Monusco declarou há três semanas "uma zona de proteção com um perímetro de 30 Km em redor de Goma e de Sake, para evitar este tipo de de operações do M23 contra as populações civis."
As Nações Unidas acusam o Ruanda e, em menor grau, o Uganda, de apoiar ativamente o M23 com homens e armamento, o que os dois países desmentem.
No domínio económico o acordo abordou ainda "as questões relativas aos portos de Lobito em Angola e de Durban, na África do Sul, assim como a barragem hidro-elétrica de Inga na RDC," acrescenta a agência noticiosa.
O acordo encerrou uma nova cimeira em Luanda entre os Presidentes José Eduardo dos Santos, de Angola, Joseph Kabila, da RDC, e Jacob Zuma, da África do Sul, centrada no conflito congolês.
Os chefes de Estado de três das maiores potências regionais encontraram-se para verificar "de que forma tem estado a ser aplicado o acordo-quadro para a paz, segurança e cooperação na RDC e na região e decidir medidas pertinentes para acelerar a resolução do conflito naquele país," conforme lembrou José Eduardo dos Santos no início da mini-cimeira.
Reforço da Monusco
O acordo-quadro para a RDC foi assinado em Addis Abeba a 24 de fevereiro e prevê o reforço da missão da ONU (Monusco) colocada no norte-Kivu, no leste da RDC.
O documento, assinado por 11 países da região, prevê integrar na Monusco uma nova brigada de intervenção para combater diferentes grupos rebeldes que operam naquela zona, especialmente o Movimento 23 Março (23M), acusado de ter o apoio do Ruanda.A Monusco é já a maior missão de paz da ONU do mundo, com 17.000 capacetes azuis, dos quais 1.345 sul-africanos que integram a brigada com mandato ofensivo já operacional. Esta brigada aguarda ainda a chegada de mil capacetes azuis do Malauí.
Angola já afastou a possibilidade de enviar tropas para a RDC.
A instabilidade na região "não só põe em causa a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos mas afeta-nos a todos, ameaçando a paz e a segurança em toda a a região, que constituem a base fundamental do desenvolvimento económico e social e do processo de integração dos nossos países nas diferentes organizações sub-regionais" lamentou Eduardo dos Santos no início do encontro desta semana.
Monusco ao lado do exército da RDC
A Monusco anunciou por seu lado que, a partir de hoje, combate ao lado das forças militares do Congo (FARDC) contra as forças rebeldes do M23, que constituem "uma ameaça" às populações de Kibati mas também, e sobretudo, de Goma" afirmou o tenente-coronel Prosper Basse, porta-voz da ONU, numa declaração à Radio Okapi, das Nações Unidas.
Esta sexta-feira o governo congolês acusou o Ruanda de se ter aliado ao M23 e de ter disparado ontem granadas de morteiro contra a capital do norte-Kivu, Goma, fazendo quatro mortos e uma dezena de feridos de acordo com a ONU.
As forças da Monusco replicaram da mesma forma contra as posições do M23, com a brigada de intervenção da ONU a disparar artilharia ao lado das FARDC. Tomaram igualmente medidas para proteger as populações civis "porque, como é sabido, é esse o cerne do nosso mandato," acrescentou o porta-voz da Monusco.
Desmentido sul-africano
De acordo com fontes militares ocidentais, a artilharia sul-africana destruiu um carro armado T55 do M23 posicionado em Kibati, de onde tinham sido disparados os morteiros caídos em Goma. O ministério sul-africano da Defesa desmentiu contudo esta versão. "Os combates envolveram as forças armadas congolesas e o M23" declarou à agência France Presse o porta-voz do ministério da Defesa Siphiwe Dlamini.
A Monusco declarou há três semanas "uma zona de proteção com um perímetro de 30 Km em redor de Goma e de Sake, para evitar este tipo de de operações do M23 contra as populações civis."
As Nações Unidas acusam o Ruanda e, em menor grau, o Uganda, de apoiar ativamente o M23 com homens e armamento, o que os dois países desmentem.