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Angolana indicada para o Nobel da Paz quer mais envolvimento das mulheres

Angolana indicada para o Nobel da Paz quer mais envolvimento das mulheres

A angolana Eunice Inácio, que está entre as personalidades indicadas para o Prémio Nobel da Paz, manifestou hoje empenhada na consolidação da paz em Angola, mas defendeu a necessidade de maior envolvimento das mulheres e dos jovens.

Agência LUSA /

"Para alcançar uma verdadeira paz para Angola temos enormes desafios pela frente e precisamos de ver as mulheres e a juventude à altura de contribuírem para a construção da paz", afirmou Eunice Inácio, numa conferência de imprensa realizada em Luanda.

A cidadã angolana, de 57 anos, gestora de programas na organização não governamental canadiana Development Workshop, integra a lista de cerca de mil mulheres, oriundas de 150 países, que será analisada pelo Comité Nobel, em Oslo, Noruega.

"A paz é um processo inesgotável e multi-sectorial, pelo que devemos continuar a trabalhar, envolvendo a sociedade civil e influenciando o governo para que os angolanos conheçam os valores da paz", salientou.

Relativamente à sua indicação para o Prémio Nobel da Paz, Eunice Inácio disse sentir-se "reconhecida pelo trabalho realizado ao longo dos anos", mas frisou estar consciente de que ainda não se fez tudo a favor da paz.

"Sempre me custou ver crianças a sofrer, homens e mulheres mutilados devido ao conflito armado e mulheres a serem vítimas da violência, pelo que procuramos sempre o diálogo com todas as instituições, transmitindo uma mensagem de paz e reconciliação", frisou.

Na conferência de imprensa participou também D. Anastácio Kahango, bispo auxiliar da Arquidiocese de Luanda, para quem a indicação de Eunice Inácio é "um reconhecimento pela sua coragem e liderança no processo de construção da paz".

"A paz não vem de bandeja. Acima de tudo, é um dom de Deus e Eunice tem sido a coordenadora do processo de construção da paz nos últimos cinco anos", referiu D. Anastácio Kahango.

A indicação de Eunice Inácio para o Prémio Nobel da Paz surgiu na sequência de um movimento lançado para apresentar candidaturas de mulheres de todo o mundo a esta importante distinção.

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